Existe ética no podcast brasileiro?

A princípio esta pergunta parece muito pesada ou até ofensiva quando lemos apenas a “headline” e não paramos para analisar a realidade. A maioria quem sabe pode pensar que Podcast é uma mídia livre, não regularizada, sem normas ou regras para serem seguidas.
Por isso mesmo que precisamos de uma ética para não dependermos de leis ou regulamentos e usarmos o nosso bom senso. Eu resolvi escrever sobre isto porque eu parei para analisar. O que me motivou foi justamente um “barraco” que tivemos hoje na “podosfera” através do twitter.
A @amandawy do podcast Decodificando lançou algumas críticas ao podcaster e blogueiro @oeduardomoreira do TargetHD sobre usar informações tiradas de outros sites em seu podcast e não citar as fontes.
Cada um pode interpretar por si mesmo o diálogo dos dois e de alguns simpatizantes olhando no historico de cada twitter. Mas o meu objetivo aqui não é achar um culpado ou um inocente e sim fazer você pensar na minha pergunta inicial.

Desde que eu comecei a ouvir e trabalhar com podcast em 2005, a preocupação de todos na época e que se estende até hoje é se podemos tocar músicas comerciais nos podcasts. Houve até na época, um movimento dos “podsafes” – podcasters que usavam músicas com Creative Commons – no qual marginalizavam alguns que tocavam músicas comerciais. Felizmente depois de muita luta da ABPod – Associação Brasileira dos Podcasters – conseguimos em 2008 um acordo inédito com o ECAD – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais – onde qualquer associado pagando uma taxa de 1 UDA ($44,00) poderia usar músicas com direitos autorais nos episódios. Alguns se cadastraram e continuam pagando a mensalidade ao ECAD até hoje.
Será que somente estes podcasts que pagam o ECAD tem ética no podcast?  Não!

Eu posso falar sem medo que muitos ou se não a grande maioria dos podcasters brasileiros não tem alguma forma de ética. A ética ajuda você discernir se o que você está fazendo é “ilegal” ou não. A ética embora não seja uma lei em si ajuda as pessoas a fazerem o correto.
Muitos acham que o correto e o ético é pagar o ECAD. Outros acham que o correto e o ético é não tocar músicas comerciais. E tem os que não estão nem aí e que se dane o Nelson Ned.

Mas que dizer dos textos ou informações usadas e “chupadas” para criar os roteiros dos podcasts?

Poucos podcasts que conheço criam seus proprios conteúdos. Muitos dependem de informações que estão disponíveis em portais, blogs ou até mesmo a Wikipedia.

Como funcionaria a ética neste caso?
Bom primeiramente sabemos que não podemos ficar dando copy & paste a “merce” de tudo o que vemos pela frente. Hoje as regras e leis sobre direitos autorais já estão em rigor na internet. Por lei em muitos blogs, sites ou portais não podemos usar o conteúdo, modificar e até mesmo traduzir sem a devida autorização do autor. Alguns sites podemos re-usar o conteúdo se estiver disponível em Creative Commons como no caso da Wikipedia mas mesmo assim devemos seguir as regras definidas pelo site que é citar a fonte, colocar a URL do artigo usado dentre outras regras. O não cumprimento de algumas delas, invalida a sua autorização de re-uso. Bom estas são as regras e leis sobre usar conteúdo de outros sites.

O que dizer da ética?
A boa ética seria usar conteúdo somente em Creative Commons e citar a fonte não somente no show notes do episódio como também no audio – pois muitos usam o feed para fazer o download.
Como sabemos que para muitos é impossível fazer podcast somente com Creative Commons devido depender de notícias, biografias ou matérias. Neste caso teríam de usar uma “ética” fio do bigode uni-lateral por assim dizer. Em outras palavras, “eu sei que não posso usar o teu conteúdo, prometo citar todas as fontes tanto na minha página como no meu audio e o dia você pedir para eu parar de usar, eu paro.”
Lógico que nenhum site ou portal faria este acordo com você de graça. Este acordo seria somente da sua parte. Mesmo as leis não permitindo isto, o ético sería no mínimo você citar todas as fontes – inclusive o da Wikipedia – no site e no audio. Para alguns seria revelar sua fonte ou sua galinha de ouro, para outros seria mostrar que sem estas informações “chupadas” seu podcast não seria nada.
Com o crescimento do podcast brasileiro, estamos vendo que para fazer um podcast, além do seu computador e microfone e tempo, você precisa incluir a ética na lista.
Agora você ouvinte ou podcaster, depois de analisar friamente todos os podcasts que você escuta ou grava, consegue responder a minha pergunta inicial sem “pestanejar”?

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39 Responses to “Existe ética no podcast brasileiro?”

  1. @andersonwyzard Says:

    Olá seu Eddie Silva, depois de ler seu artigo e debatermos nossas opniões (via twitter), acaba que concordo com você que na maioria dos casos o ato de utilizar de informações e não citar sua fonte é anti-ético, porém existem casos em que você coloca sua identidade no artigo/podcast e fica a dúvida (ao menos pra mim) se realmente seria anti-ético, que fique claro que se eu tivesse um podcast/blog sempre citaria minhas fontes, não por ética, mas por ser justo e valorizar o trabalho de quem me serviu de base para minhas conclusões.
    Acho que na verdade concordamos, mas com um ponto de vista diferente do que seria ética(contraditório? talvez).

    Abraços!

  2. Rodrigo Reis Says:

    É relativo isso. Se eu estou comentando no seu blog, neste texto é porque eu tenho inteligencia suficiente para tal. Devo, ao final deste comentário colocar referencia seu texto + aulas da primeira série até a faculdade… Opa, teve o pre 1 e o pre 2.

    Concordo que quando citamos dados, numeros, temos que citar a fonte (vide Jornal Nacional citanto o Ibope), mas apartir do momento que filtramos o que foi lido pela internet afora, geramos nosso proprio conteudo.

  3. Jabour_rio (Maycon) Says:

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    Grande Tio Eddie…
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    Quando fazemos um podcast, a fonte de pesquisas muitas vezes é gigantesca… Não é difícil usarmos livros, folhetos, lembranças de acontecimentos antigos, amigos, wikipedia, google, etc. Dificilmente uma pessoa vai pegar uma única fonte pra fazer um podcast… E aí quem leu o trecho anterior agora vai falar: “Não interessa… Fonte é fonte e tem que ser divulgada!”. Concordo, embora eu não divulgue todas as minhas fontes e não tenha a pretensão de um dia fazer isso de forma tão burocrática. E vou explicar o porquê…
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    No início havia o caos… E ainda há! (hehe) Eu sou um cara tão desorganizado quando busco informações sobre determinado assunto que vou reunindo as que me interessam em arquivos de texto de forma desordenada para somente depois construir uma pauta que tenha o mínimo de organização e dessa forma fazer o podcast. Nesse ponto eu já não sei qual trecho é de qual autor… Junto das fontes eu tento colocar as minhas impressões sobre o assunto e procuro saber outras histórias dos outros participantes do podcast… Após a edição final, o resultado é um material que é tão (pra não dizer mais) meu quanto dos autores originais das fontes… O que a gente consegue fazer é separar dentro do artigo no blog os “Links Relacionados”. Essas são algumas das fontes de pesquisa do podcast, e pra gente é o que interessa ao ao ouvinte saber…
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    Quero deixar claro que o fato de um podcaster não citar uma ou todas as suas fontes não quer dizer que ele está agindo de má fé querendo assumir a autoria do que é dito ali… Acredito mais na “desorganização” que eu citei acima… Pode ser errado? Talvez… Mas eu tenho a consciência tranquila… Não acredito que eu esteja prejudicando ninguém com o meu podcast e assim como o meu material está lá disponível para qualquer pessoa que queira usar como fonte, considero as minhas fontes da mesma forma…
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    E pra terminar, quero só acrescentar que os novos podcasters chegaram após influência dos “pioneiros”. Se fazemos algo errado, pode ter certeza que a maioria não o faz por maldade, mas sim por ignorância… Os pioneiros muitas vezes não se preocupam em ensinar os novos (A maior parte dos pioneiros também não falam a respeito de fonte em seus podcasts), mas quando os novos erram não preciso nem dizer como muitos se juntam pra bater no pobre coitado que errou…
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    Enfim.. Acho que o meu recado está dado… Acredito mais na ignorância do que na maldade do podcaster quando o assunto é “fonte”.
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  4. Gustavo Vanassi Says:

    Interessante ponto de vista, embora polêmico.
    Desde os bancos da escola já sabemos que discutir ética é algo muito complicado.
    Esse é um conceito filosófico muito pessoal, por isso é arriscado tentar-se estabelecer um padrão como a “ética absoluta”. Cada cabeça, uma sentença. Por isso precisamos de códigos, normas e leis para regrar a convivência social.
    Sad but true.
    Somos humanos, pensantes e diferentes.
    Acho que o barraco foi desnecessário. Antes de sair jogando pedras, cada um deve primeiro olhar pro próprio umbigo e depois tentar entender a atitude da outra parte, colocando-se no lugar dela e analisando o contexto e as razões por trás da atitude. Tudo isso antes de tecer qualquer julgamento. Como isso é algo difícil a se fazer (principalmente quando não se tem intimidade com a pessoa julgada), melhor não fazer pré-conceitos exagerados e evitar conflitos bobos.
    Sei lá, acho que as duas partes exageraram um pouco, tendo razão ou não (o que não discutirei, por não saber as versões das partes), mas essa é só minha opinião.
    Abraço mestre Silva.

  5. Diego Casaes Says:

    Caro Sr. Silva,

    acredito também que é fundamental para um podcast divulgar as fontes de pesquisa. Algumas pessoas que não o fazem, acredito que são os ‘desorganizados’ como citado pelo Jabour aí em cima. Claro que deve haver alguém que faz isso por maldade, mas não cabe a mim julgar isso.

    Fico pensando se uma pessoa, um podcaster ou blogger qualquer, que divulga informações como se fossem suas, ou omite as fontes, acha que isso tornará o conteúdo dele melhor ou pior. Sinceramente, isso é um ledo engano. Acho muito mais sensato o podcaster assumir seu papel de agregador de conteúdo, e divulgar as fontes que levaram à formação de sua opinião durante seu programa (que é IMHO, o que realmente importa em um podcast).

    O podcast pode ser algo bastante dinâmico e interativo. E reter fontes de informação não adianta, pois se o objetivo do ouvinte fosse buscar fatos apenas com certeza não escutaria podcasts, mas acessaria qualquer portal de notícias ou a própria Wikipedia em busca do que precisa.

    No caso das músicas é algo bastante delicado de se tratar. É louvável a atitude daqueles que pagam as taxas de Direitos Autorais ao ECAD, e também aos que utilizam apenas conteúdo Creative Commons. Àqueles que não fazem nem um nem outro precisam defender seu ponto de vista, porque não podemos ficar julgando-os, afinal.

    É só isso que queria dizer ;)

  6. Eddie Says:

    Obrigado Vanassi mas este texto não foi para defender ou questionar a atitude dos dois. E sim questionar a atitude nossa como um todo. Estamos lutando para deixar esta mídia bem divulgada. Precisamos sim e infelizmente estabelecer algumas regras. Enquanto elas não vem, podemos sim usar a boa ética. Como você falou é um assunto polêmico e muitas pessoas não gostam de conversar sobre isto. Devemos sim olhar para os nossos umbigos e corrigir os nossos erros para tentar fazer algo forte com credibilidade. Eu não tenho medo de discutir isto, não tenho medo de perder amizades ou leitores. Não escrevi antes porque nunca parei para pensar sobre a ética de usar textos ou pesquisas na net para roteiros de podcast sem a devida divulgação da fonte. Sempre me preocupei nos direitos autorais musicais e não “textais” – não podia perder a rima :)

    Mas obrigado pelo seu ponto de vista e tenho certeza que vai ajudar outros a raciocinarem. VQV my babie

  7. Jota Fagner Says:

    Já vinha pensando nisso há algum tempo. Já perdi a conta de quantas vezes tive meus textos copiados em outros blogs sem a devida citação, e o pior, por amigos blogueiros. A maioria queria apenas preencher o espaço nos seus respectivos blogs sem precisar fazer nenhum esforço de criação. Mas, sinceramente, acho que com o passar do tempo fica claro quem merece atenção. Agora no caso dos podcasts eu acho um tanto mais complicado, mas é um bom tema para ser analisado e discutido. Forte abraço!

  8. Evandro Says:

    Muito bom o tema. Porém é complicado analisar quando o assunto é “ética” por mais que em alguns caso seja de senso comum quando convém o cara defende o ponto dele. Alguém que usa músicas comerciais acha correto. Quem paga o ECAD naturalmente vai defender o seu e provavelmente atacar quem baixa músicas comerciais.

    Quanto a fonte também é complicado, a internet ainda tem essa de ser “terra de ninguém”. Será que seria interessante pra um ouvinte de podcast ficar ouvindo de onde saiu várias fontes e tal. complicado!

  9. Eddie Says:

    Jabour,

    Thank you por reservar tempo e comentar aqui. Compreendo o seu ponto de vista. Eu mesmo evito a fazer podcast ou reviews usando outras fontes porque não acharia as informações das fontes na bagunça da minha mesa. Eu também não me importo em “kibarei” meus textos. Já vi muita gente fazer isto com meus twetts e tenho uma realização no íntimo de ter feito algo que despertou o interesse de outros. O ponto é quando usamos uma fonte e não citamos e exigimos quando alguém nos usa como fonte e não falam nada. Infelizmente esta hipocrisia existe hoje nos podcasters e blogs da vida.

    Abraços e obrigadooo

  10. Eddie Says:

    Pois é Rodrigo. Esta é a cultura brasileira. Este é o modo fácil de muitos “jornalistas” trabalharem hoje. Filtram o que aparece na net e fazem suas matérias como se estivesse vivenciado o momento. Para a maioria dos brasileiros isto é normal. Afinal eu perdi tempo pesquisando o trabalhos de outros para fazer um resumão e deixar o assunto com a minha cara, o autor. Eu não posso gerar conteúdo com informações de outros sem citar elas, me desculpa mas isto é anti-ético.

  11. Jonny Ken Says:

    Vanassi…

    Na verdade, eu discordo do Eddie… para mim, não é uma questão de ética… é uma questão juridica mesmo!

    Se eu ler uma notícia inteira de algum orgão de imprensa sem a autorização dela em meu podcast, mesmo citando a fonte, posso ser processado por problemas com o direito autoral da reportagem.

    Se, pior, além de eu ler a reportagem inteira, não citar a fonte, estarei assumindo que fui eu que escrevi aquilo. Além de estar enganando meus ouvintes, estarei comentendo o crime de plágio.

    Concordo com o Jabour… nessas indas e vindas, geração de conteúdo, etc e tal, a gente sempre acaba esquecendo de uma ou outra referência. Mas o que eu achei triste e indignante nessa história toda é que o Eduardo Moreira não falou “puxa… esqueci mesmo! Vou colocar lá”, que pelo menos resolveria parcialmente o problema. Ele preferiu mandar as pessoas catar coquinho e que a wikipédia é livre. Mas esqueceu de ler que a licença de lá exige que, ao ter o conteúdo utilizado, deve-se citar a referência (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/ , que é a licença da wikipédia).

    Além do mais, você só pode utilizar o conteúdo da wikipedia se usar o mesmo tipo de compartilhamento do conteúdo, ou seja, ele teria que liberar o conteúdo de seu site na mesma licença, que não é o caso.

    “- não são permitidas cópias de textos na íntegra, nem mesmo se você colocar um link. Reescreva o texto com suas próprias palavras, além de colocar os links para a página original do TargetHD de onde o post foi retirado.”

    Mas ai cada um faz como quiser… se ele achar certo a maneira dele, sinceramente para mim tanto faz! Eu não faço e pronto.

    Entrando no lado ético, mesmo citando as fontes no texto, eu faria como o Eddie comentou no texto: falaria no audio: “Bom, vamos ver o que nos fala a wikipédia e conhecer um pouco mais da história do José Sarney: Ele nasceu em … “. Mas a ética varia muito de pessoa para pessoa. O que pode ser ético para mim pode não ser ético para outros, e vice versa. Cada um está no seu direito.

  12. Eddie Says:

    Evandro,

    Você falou certo, ainda temos este conceito de a internet ser a “terra de ninguém” e muita gente usa esta desculpa como um chapéu para tampar seus atos. Cabe cada um analisar e fazer a sua parte de acordo com o seu “ponto de vista”como vc citou.
    Valew pelo comentário.

  13. Eddie Says:

    Jota,

    Obrigado pelas suas informações sobre copiarem textos de seus blogs. Se começarem copiar seus textos e gravarem podcasts com eles, como vc vai se sentir também?
    Realmente este assunto merece uma boa analise e discussão.
    Valew pela visita.

  14. Eddie Says:

    Diego,
    Primeiro que mané Sr.? :)

    Obrigado por vc colocar o seu ponto de vista. Não estamos aqui julgando um ou outro. Estamos tentando mostrar que até para gravar podcast é necessário ter ética.

    Abraços e volte sempre :)

  15. Jonny Ken Says:

    Alias, citar a fonte também é uma boa porque você pode se isentar de possíveis erros! rs rs rs

    “O que?? Os dados estão errados? Mas a culpa é da fonte… pode ir lá olhar” rs rs rs

  16. Diego Casaes Says:

    “Alias, citar a fonte também é uma boa porque você pode se isentar de possíveis erros! rs rs rs

    “O que?? Os dados estão errados? Mas a culpa é da fonte… pode ir lá olhar” rs rs rs”

    I second that, Jonny Ken.

    Eddie hehehe foi só uma maneira de começar o diálogo mesmo.

    Interessante também o que o Jonny falou da licença CC. Quem reproduz conteúdo licenciado dessa forma tem de disponibilizar o conteúdo sob a mesma licença, algo que pouca gente faz. É o mesmo que acontece no Flickr, por exemplo. Já vi diversos blogueiros que levantam a bandeira do CC, mas na hora H colocam o grande C de Copyright nas suas fotos ou até mesmo marcas d’água.

    Por ser o podcast um formato diferente, acho que isso lhe dá mais liberdade de como tratar as informações e com isso uma maior responsabilidade. Tem gente que gosta da liberdade, mas coloca a responsabilidade pra debaixo do tapete. Ao mesmo tempo, se tu escreves algo e esqueces a fonte em seu blog, tu vais lá depois e edita o post, mas no podcast é diferente.

    Se se abusa do ‘esquecimento’ e se manda os ouvintes/leitores irem catar coquinho acho que se assina uma sentença de morte do podcast. Eu desistiria de ouvir um podcaster que não respeita seu público e que só faz plagiar conteúdo, e vocês?

    :P

  17. Eduardo Sales Filho Says:

    O problema todo pra mim não é discutir a importância de se ter ou não ética, todo mundo concorda que a ética é necessária (até os deputados falam isso, mesmo quando não praticam), o problema é como essa discussão foi surgir.

    Obviamente ética é um conceito altamente subjetivo. Não acho ético se apropriar de conteúdo de terceiros, não acho ético usar um material de outra pessoa e dizer que é seu. Mas também não acho ético acusar sem provas nem espalhar polêmicas só por que tá sem nada de mais interessante pra fazer.

    Vanassi e Jabour já falaram tudo o que penso sobre ética e não pretendo ficar aqui repetindo meus amigos. Só que acho muito complicado posar de defensor ético quando se tem atitudes questionáveis em outras áreas. Ou ética só vale de vez em quando e para alguns pontos?

    Abraços,

  18. amandawy Says:

    Eduardo Sales, provas? Basta ouvir o último podcast dele para notar que ele está lendo. Pegue qualquer frase lida e joge no google. No blog, ele cita estas 4 fontes:

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,entenda-o-escandalo-dos-cargos-e-benesses-do-senado,384956,0.htm
    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,movimento-fora-sarney-esta-no-twitter,393710,0.htm
    http://www.senado.gov.br/sf/portaltransparencia/
    http://blog.estadao.com.br/blog/link/?title=o_show_das_sub_celebridades_brasileiras&more=1&c=1&tb=1&pb=1

    Faltou pelo menos outras 4:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Sarney
    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090610/not_imp385153,0.php
    http://g1.globo.com/FlashShow/0,,21623,00.swf
    http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=58617

    Ouvi este podcast por acaso, porque o Jonny comentou que ele fala que pessoas com mais de 79 anos devem “dar área” do mundo. Logo nos primeiros minutos pensei: ele está lendo, e deve ser a Wikipedia. E adivinha? Batata!!! Então não resisti, peguei várias frases lidas e procurei as notícias.
    O que mais me indignou foi ele assumir que o que fala é fruto de sua produção e raciocínio. Ele pode até ter a mesma opinião, mas ele LEU as notícias, apropriou-se delas como se ele fosse o autor. Nem ao menos deu os devidos créditos. Isto porque, supostamente, ele fala sobre ética. Dois pesos, duas medidas.
    Amanda

  19. Luana Lied Zapata Says:

    Então, ética temos que ter sim, mas em primeiro lugar temos uma lei. Válida. Se ela é boa ou ruim… eu particularmente tenho 76753343224 motivos pra não gostar dela… mas isso é outra história e deve ser contada em outra ocasião. A questão é que ela existe. E enquanto ela existe temos que cumpri-la, assim como cumprimos todas as outras, não?

    Assim como o povo se preocupa com direitos autorais musicais, deveria se preocupar com os textuais também. Concordo com o Jabour quando ele diz que numa pesquisa vc acaba se perdendo um pouco e no fim não sabe o que é de quem… Legal, isso é referência, não citação. Tipo, num artigo, vc tem várias fontes de pesquisa mas tem várias citações também, sabe? Tudo o que você lê pra escrever do seu jeito você cita como fonte de pesquisa nas referências. Mas citações literais você tem que pôr o nome do autor logo em seguida, entre parênteses e blá blá blá (ABNT e tudo mais).

    Não sou podcaster e por isso pergunto: não dá pra fazer isso nos podcasts? Se for citar literalmente dizer daonde é o texto e se for só usar como fonte de pesquisa citar como referência no final? Acho que é basicamente o que o Jonny quis dizer…=)

    Abraço!

  20. Eddie Says:

    Eduardo,

    Como você não cita nome no seu comentário, eu entendo que você está se referindo a mim. Vamos lá entao a alguns pontos:

    Primeiro, este texto não foi para acusar ninguém. Se eu quisesse acusar eu não só tinha feito como tb teria criado uma polêmica muito maior. Porque quando eu digo eu não mastigo :)

    Segundo, eu achei interessante esta discussão surgir, infelizmente foi baixado o nível o que não precisava. Mas foi bom para fazer um alerta a todos pois hoje é uma “terra de ninguém” como foi citado pelo Evandro.

    Terceiro, precisamos parar com esta coisa que se alguém critica é porque não tem mais nada de bom para fazer. Afinal que liberdade vivemos? Se eu escrevo ou gravo algo, tenho que estar preparado para receber elogios e criticas. E quando elas vem, não podemos falar simplesmente que a pessoa não tem algo melhor para fazer na vida como se isto fosse uma resposta fácil dada para os nossos criticos. Lembre, se você se propoe a divulgar o seu trabalho, você precisa estar preparado para receber criticas ou consequencias de suas ações.

    Quarto, eu estou defendo a ética e não tenho atitude questionáveis em outra area. Você pode consultar todos os meus sites, videocasts, podcasts e textos. Sempre citei a fonte como por exemplo no VQV videocast, no Eddie News Daily Show dentre outros. Um dos motivos que o Filecast não particpou no Prêmio por que defendi a ética embora tinha amizades com a equipe deles. Um dos motivos que o prêmio podcast teve credibilidade porque defendi a ética chegando ao ponto de cancelar a votação e iniciar tudo novamente devido a fraudes.

    Não tenho nada contra você e contra nenhum podcasters. Se querem gravar com ética ou sem ética, não vai ser eu que vou mandar parar. A discussão é boa sim e principalmente num momento em que todos os brasileiros estão cobrando a ética dos políticos.

    Mas antes de cobrar, temos que ser éticos em nossas vidas para poder sim cobrar de outros. Eu tento fazer a minha parte.

  21. Bruno Rodrigues Says:

    Se eu colocasse trechos desse texto que o Eddie escreveu no meu blog e não citasse a fonte, eu deixaria subentendido que aquilo é produção minha.Se eu ler trechos desse texto no meu podcast e não citar fontes, vai ficar subentendido que isso é de minha autoria.Antes de julgar se é anti-ético, se é plágio ou não, já dá pra dizer de antemão que isso é injusto com quem produziu o conteúdo.Sem contar que se você quer que as pessoas deem o devido ao valor para aquilo que você produz, o mínimo que se espera é que você faça a mesma coisa com o trabalho alheio.

    Eu também tenho vários motivos pra não gostar da referida pessoa, e também não vem ao caso comentar isso agora.Mas o que não dá pra deixar passar é um podcaster que se propôs a falar sobre um político e consequentemente sobre questões éticas ter a sua ética questionada.Criticou um politico nesse podcast e, sem entrar no mérito das críticas em si, se sente no direito de não aceitar criticas e como o próprio Eddie disse acha que se alguém critica é porque não tem mais nada de bom para fazer.Não há uma incoerência nisso tudo?

    Argumentar dizendo que muita gente faz isso é na verdade não ter argumentos, pois isso de forma alguma serve pra dizer que se está certo, só quer dizer que tem mais gente sendo injusta por aí.Dizer isso só serve pra você de alguma forma não levar a “culpa” sozinho, e fazer uma insinuação dessas sem citar nomes, pra mim é covardia.

    É mais fácil se fazer de vítima e encarar toda e qualquer crítica como um ataque pessoal sem fundamento, do que parar pra pensar durante cinco segundos e reconhecer os próprios erros.

  22. Nilson Morais Says:

    Vale lembrar também, que existe o senso comum, eu por exemplo, não assisto TV ou Rádio, leio a maioria das notícias na internet, e acontece bastante de algum amigo chegar pra mim e me contar algo que aconteceu, claro que meu amigo não vai citar a fonte, pois estamos conversando, ele está me dando a notícia com as palavras dele, o que me impede de no mesmo momento gravar um podcast sobre aquela notícia? Teria uma fonte para citar? Creio que não, até porque o que vem na minha memória sobre determinados assuntos é um conjunto de idéias de várias fontes, inclusive a minha própria crítica sobre.

    Porém, se o rapaz está lendo a wikipedia, bom, o que eu posso dizer? No meu entender, esse mundo anda tão carente de informação, que na minha visão esse rapaz tá fazendo um favor a educação desse país lendo uma informação da wikipedia, vai ver ele não tem segurança nas próprias palavras e está lendo direto da fonte, se eu descobrisse algo parecido, eu mandaria um email explicando o fato e dando uns conselhos ao cara.

    Outra, se por ele estar lendo, podemos considerar assim um podcast nada original e tal, a própria audiência vai tomar conta de punir ou premiar. Dou um exemplo prático, antes eu acompanhava sites brasileiros sobre lançamentos de gadgets, ai descobri que 95% deles só kibam os artigos do engadget.com,resultado, leio direto o engadget, pra que preciso de atravessadores? mas isso é outra história…

    Abraços

  23. Eduardo Moreira Says:

    Bom, já li de tudo na internet hoje. Como gastei o dia hoje cuidando de minhas coisas, só agora venho aqui pra dar minha versão dos fatos, uma vez que sou o alvo da discussão.

    Bom, vamos lá.

    O texto do Eddie (muito bem colocado) fala na questão de ÉTICA. Colocado sob a forma dele, e de forma prática, 95% DOS PODCASTERS BRASILEIROS deveríam ser enquadrados do mesmo modo como eu fui, pois posso citar que, de cabeça, TODOS OS PODCASTS QUE PARTICIPEI em 1 ano e meio como podcaster JAMAIS CITARAM A FONTE DE SUAS INFORMAÇÕES. E eles vão confirmar isso.

    Papo de Gordo, Fiecast/Baú Pirata, Depois das 11, Fala Séries, Bola Nas Costas Iscuitantes, dotGospel, ZoomCast, Aperte F5, Monacast… todos eles usam a Wikipedia como fonte de informação, por ser um espaço de compartilhamento de informação livre. A questão que levanto é: algum deles, neste tempo todo foram cobrados como eu fui cobrado? E olha que outros podcats graúdos (como o Nerdcast, Rapaduracast, etc) usam AS MESMSAS fontes que eu (Wikipedia e IMDB.com) e, com mais de 100 edições de ambos, JAMAIS ME LEMBRO DE TER OUVIDO ELES CITAREM ESTAS FONTES.

    E eles são criminosos? Eu fui tratado e julgado como escória da podosfera por pessoas que, gratuitamente, vieram com ataques pessoais à minha pessoa, ao meu caráter, e à meu conceito de ética.

    Eu pergunto: tiveram ética quando fizeram isso?

    Quero deixar bem claro: fiz o que RIGOROSAMENTE TODOS OS PODCASTS QUE EU CONHEÇO FAZEM: nenhum de nós fazemos isso porque não temos ética. O que, de fato aconteceu, é que, mais uma vez, pegaram um simples aspecto da questão: não gostaram do que ouviram. Acho que ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas não vou deixar pessoas que não conheço comecem a formentar, por trás, e de forma covarde, polêmicas e coisas pequenas e ridículas a meu respeito, porque não se fazem melhor do que são.

    Sabe por que? Porque os termos ÉTICA, MORAL, IDONIEDADE estão sendo sim colocados de forma torpe e desvirtuada por quem resolveu me atacar porque compartilhei uma opinião que eles não gostaram. Outra coisa: antes que me acusem de “mau caráter”: eu escrevo blogs desde janeiro de 2008 e podcats desde março de 2008: EU SEMPRE CITEI FONTES! As pessoas que me acusaram de “falta de ética, duas caras, se faz de vítima” NÃO TEM MORAL NENHUMA DE ME ACUSAREM DISSO! Quando cobrei ética sim de posts de parceiros que foram clonados/chupinhados da internet, é porque neste tempo todo eu segui as regras do jogo.

    Mais uma vez pergunto: pegaram apenas um aspecto (que coincidentemente já disseram que são contra meu posicionamento no conteúdo do cast) e tentaram enterrar tudo o que eu fiz? Ou será que é porque o TargetHD incomodou?

    Se é pra me queimarem numa fogueira viva, queimem eu e todos os outros. Mas eu não vou aceitar que pessoas que simplesmente quiseram me fazer de exemplo para bater no peito e dizer “eu tenho moral e ética” crescerem em cima do fruto do meu trabalho.

    Ah, antes que eu me esqueça: são as mesmas pessoas que baixam Lost toda semana, que assistem show de calouros via streaming e que não tem coragem de olhar para si mesmo e realizarem seus próprios projetos para se completarem.

    Resumindo: não agi como criminoso, não me vejo como criminoso, pois agi da mesma forma que todos os outros. Neste caso, ou a maioria da podosfera nacional não tem ética, ou, definitivamente, começou a “caça às bruxas” dos “pseudo puritanos”. Não vou me rebaixar à espécie de ser humano que compra briga por causa daquilo que não querem ouvir. Se não gostaram, azar. Simplesmente não acompanhem meu trabalho e sigam suas vidas. Mas, crescer em cima do meu trabalho, vocês não vão mais.

    E dou este assunto por encerrado.

    Eduardo Moreira

  24. Jonny Ken Says:

    Como disse o Sarney: “O problema do Senado é do Senado, não meu…”

  25. Eddie Says:

    Moreira,

    Aqui no “meu” espaço estamos discutindo a ética sim. Infelizmente eu escrevi este texto depois do barraco de ontem. Sinceramente antes disso não tinha pensado em escrever porque nunca sobrou um tempo para eu pensar seriamente neste assunto. O texto não teve o objetivo de te atacar ou defender alguém. Eu citei o podcast brasileiro e sim englobei todo mundo. Muitos aqui talvez se sentiram atacados e se isto aconteceu já é um bom sinal porque geralmente o calo doi quando pisamos nele.
    Foi uma pena você ter baixado o nível levando a discussão para outros rumos, o que poderia sim ser uma discussão construtiva. Dá tempo de discutir como adultos e “profissionais”? Sim dá, por isso eu deixo este espaço aberto e me desculpa, aqui no meu blog quem encerra o assunto sou eu.

  26. Jonny Ken Says:

    Eduardo Moreira

    O problema levantado não é usar a fonte! É LER a fonte inteira, e não falar ela!

    Para conhecer melhor o conteúdo antes de gravar, todo mundo (inclusive eu ou você) provavelmente estuda a pauta, usando como fontes os jornais, revistas, sites, blogs, etc…. é usar o conhecimento passado pelos textos escritos por outros, filtrar e comentar no áudio.

    O problema levantado pela Amanda foi a LEITURA dos textos praticamente na integra. LEITURA sem indicação de fonte! A leitura citando a fonte por si só já é um problema jurídico (mas que muita gente faz). Agora, a leitura sem informar a fonte, ainda mais em áudio, dá a impressão que você fez a pesquisa (jornalismo investigativo, não googlada), passou dias e dias vasculhando e lendo tudo que é noticias do Sarney, desenvolveu o conteúdo e leu para seus leitores.

    Mas ao meu ver, o pior foi a atitude posterior. Como eu já comentei no seu site, concordo com o que o Jabour falou… é muito comum a gente esquecer a fonte do conteúdo. Um pouco de humildade e falar que errou nesse aspecto, e colocar todas as referências no site resolveria parte do problema.

    Agora, imagine só você passar uma semana pesquisando o assunto, escrever um ótimo texto sobre algum assunto, e alguém vem, grava um podcast lendo todo o texto e deixa a entender que foi ele que escreveu o texto… o que você acharia? Provavelmente odiaria, visto seu termo de uso do blog.

    Resumindo: O fato é que você leu os textos praticamente na integra e não deu os devidos créditos. Isso não tem discussão. Eu particularmente acharia muito mais simples (e eu levantaria e o aplaudiria) se você simplesmente assumisse humildemente “é… esqueci mesmo… vou colocar no site”, ao invés de rebater e partir para a agressão, xingando Deus e o mundo… Se você ler seu comentário acima, vai reparar que foi o mesmo comentário que o Sarney falou. A mesma pessoa que você tanto criticou.

    No mais, acho que essa história já deu… já deu para ver que ninguém vai mudar de opinião aqui. As pessaos criticando a atitude do plágio e o outro lado rebatendo as críticas com outras criticas.

  27. Alexandre Sena Says:

    É prática no jornalismo reescrever matérias de outros órgãos, dando, claro, o devido crédito. No jargão, chama-se isso de “cozinhar a matéria”. Não creio que haja nada de anti-ético nisso, já que é prática costumeira e aceita entre os jornalistas. Basta dizer que as informações são do jornal, revista, rádio ou TV tal.

    Em rádios do interior, muitas vezes acontece a chamada “leitura de jornal” (coisa horrível, aliás, pois texto adequado para leitura em rádio é bem diferente dos textos de veículos impressos). Nem sempre é feita a citação – em muitos casos por ignorância do radialista, outras vezes por falta de ética mesmo.

    Inúmeras vezes utilizei matérias de sites de notícias para montar meu podcast. Quando repetia algum texto “ipsi litteris”, citava sempre a fonte: segundo a Folha de S. Paulo, segundo a Carta Capital, segundo O Globo. Mas, normalmente, reescrevo o texto a partir das informações na matéria, para deixar o script do meu podcast com um padrão mais adequado para a informação em áudio.

    A questão é a seguinte: o texto da matéria está sujeito a copyright. A informação ao qual ele se refere, não, já que notícia não tem dono. O podcaster pode eliminar todos os problemas éticos e legais se simplesmente REESCREVER o texto, aproveitando as informações. E também é importante reescrever porque, como eu disse acima, textos de sites ou meios impressos não servem para script de programa de áudio, rádio ou podcast.

  28. Bruno Rodrigues Says:

    Soube ler direitinho na hora de gravar, mas na hora de ler o que as pessoas estão falando aqui insiste em não entender.O problema levantado não é utilizar fontes de pesquisa, o problema é LER o conteúdo sem citar as fontes! Uma coisa é buscar em várias fontes, filtrar as informações e formar sua opinião a partir disso, dái concordo, TODO MUNDO FAZ ISSO.

    Outra coisa é transpor parte do conteúdo de forma idêntica para uma outra mídia e não citar as fontes.Esse é o problema.É esse o X da questão.Aí eu pergunto:todo mundo faz isso?E mesmo se for o caso, o fato de todo mundo fazer isso torna a atitude menos injusta?

    Mas se você insiste em resumir todas as críticas a ataques pessoais,se você realmente se acha inatingível e que toda crítica é uma forma de tentar te diminuir, qual é o sentido de você continuar respondendo?

    Acho que isso demonstra muito bem o que eu quis dizer com relação a se fazer de vítima, sem ao menos ter a humildade de considerar a possibilidade de estar errado:”Eu fui tratado e julgado como escória da podosfera por pessoas que, gratuitamente, vieram com ataques pessoais à minha pessoa, ao meu caráter, e à meu conceito de ética.”

    “Ah, antes que eu me esqueça: são as mesmas pessoas que baixam Lost toda semana, que assistem show de calouros via streaming e que não tem coragem de olhar para si mesmo e realizarem seus próprios projetos para se completarem.”

    Quem baixa LOST e assiste show de calouros por streaming não tem a envergadura moral para critica-lo e além de tudo são uns frustrados…
    Então tá…precisa dizer mais alguma coisa?

  29. iskilo666 Says:

    Dae..

    Essa discussão tá igual piscina rasa, não mergulhe de cabeça senão tu se F*#£.. Melhor só molhar o pézin.. hehehe

    Vou tentar ser sucinto, e apenas dar a minha opinião, que nada mais é que as opiniões de todo mundo aí encima, batida no liquidificador e coada com o que eu penso.

    Como tudo na vida, vale o bom senso, se vc vai dar várias informações quebradas, não rola ficar “chateando” o texto, colocando fonte toda hora. A citação é legal pra ser usada como recurso pra enfatizar o que você está falando. Agora, se a citação é muito longa, é valido citar sim a fonte, até pra não ficar estranho pra quem tá ouvindo, e evitar confusões.

    Mas repito, quem manda é o bom senso do criador, ele que decida o que vai ser interessante ou não no trabalho dele. O que não concordo, é essa coisa de termos auto-inquisitores, fiscalizadores na internet, que quando vê algo que não concorda fica bradando aos céus pra ver se gera disse-me-disse. Quem tem que achar errado ou não são os envolvidos no caso, ou seja, autor do post e os criadores da fonte. (Por favor Eddie, isso não é uma mensagem pra você, ao contrário, seu post veio muito a calhar pra surgir essa discussão, em um lugar que só os interessados procurem)

    Uma coisa é certa, críticas são úteis quando feitas da maneira certa e pelos meios certos, dificilmente vai ter alguém que vai aceitar que o seu trabalho feito com tanto esforço seja criticado publicamente, a defesa é algo automático, e pra reverter isso e chegar a um diálogo útil vai ser difícil. Sei disso por experiência própria.

    Quando percebo alguma falha no trabalho de alguém, procuro o meio mais particular que tenho pra contato, e falo pra ele de forma amigável, que provavelmente irá entender o meu ponto, e se concordar, talvez arrume. O problema dele de gora pra frente, já fiz minha parte.

    Pronto, acabei que não consegui ser breve… será que quebrei o pescoço também?
    Vamos ver. Té.

  30. Claudio Makoto Says:

    Prezados,
    apesar do tema proposto pelo Eddie Silva ser a Ética, peço licença para ampliar um pouco a questão.

    Os valores evoluem com o tempo e com a constante mudança nos hábitos e costumes. Dentre estes valores, a ética, a honestidade, a liberdade, também mudaram e continuarão mudando… Somos influenciados por tantos pontos de vista que construir uma unanimidade é realmente muito difícil.

    Os gregos, estudavam, filosofavam, pensavam tanto, mas viviam em sistema de castas, tinham escravos, “um horror” (sic)! Onde ficava a tal da ÉTICA? Onde ficava a tal da LIBERDADE? Para eles era completamente normal a exploração dos escravos, visto que eram seres inferiores…

    O que quero dizer é que os valores são dinâmicos e são construídos pelas sociedades no dia-a-dia.

    Isto posto, vejo que o cerne da discussão, NO MEU PONTO DE VISTA, não é tanto a questão ética e sim a questão da propriedade intelectual.

    Ao meu ver, o conceito de PROPRIEDADE que envolve os tais textos lidos é que gerou tanta polêmica. “Alguém ‘apropriou-se’ de algo que foi produzido por outro alguém”.

    (Um breve comentário: trabalho com projetos de engenharia, portanto, a questão de “propriedade intelectual” atinge-me diretamente.)

    Com o tempo aprendi que há espaço para todos. Concordo em número e grau com o Jota Fagner (post 6), há os que simplesmente “chupinham” sempre, há os que interferem sobre o conteúdo dos outros, há os que são realmente originais e criativos… Já tive projetos meus “apropriados” por terceiros e já incomodei-me bastante com isso.

    Hoje, mais “sábio”, acredito que no final os melhores sempre conquistam seu espaço. Os medíocres? Muitos alçam grandes vôos, muitos somem no anonimato… Cada um vai até onde sua determinação o levar. Quantos casos não conhecemos de alguém que lançou algo novo e criativo, na literatura, nas artes, no cinema, na música, na internet, nos blogs, e foi rapidamente copiado? Ou foi superado por alguém que foi mais inovador ainda?

    Com a revolução que a internet está promovendo na cultura e no conhecimento mundial, tenho a certeza de que o conceito de PROPRIEDADE INTELECTUAL vai sofrer um enorme baque. Em um dos muitos podcasts que ouço (se não me engano no RapaduraCast), um dos participantes falou que o coisa mais fantástica que aconteceu em sua vida foi ter acesso ao conhecimento do mundo inteiro sentado no seu quarto numa pequena cidade do interior.

    O conhecimento deixou de ser um bem material, um livro mantido em uma biblioteca, para ser um arquivo pdf distribuido livremente pela internet para o mundo todo. E não estou falando em “pirataria”. Boa parte do conhecimento passou a ser ACESSÍVEL e PÚBLICO.

    Para mim, o grande “barato” da internet 2.0 é o conceito de CONHECIMENTO COLABORATIVO, ninguém sabe tudo, todos sabem um pouco e constroem novos conceitos e NOVOS VALORES. Nem dá tempo de criar regras: a dinâmica dos processos e das pessoas sobrepõem-se aos modelos.

    É um novo valor para LIBERDADE! Ninguém “manda” na internet! Nem os bonzinhos, nem os malzinhos… Com o tempo coisas boas consolidam-se, coisas ruins são esquecidas… Nichos mántém-se pelos seus próprios integrantes, sem apoio de mídias de massa, ou de formadores de opinião.

    Pois é… Acho que o CONHECIMENTO poderá ser PÚBLICO (“Publicar” um texto no jornal ou na internet não seria tornar PÚBLICO o seu conteúdo?) e as OPINIÕES poderão ser PESSOAIS.

    O CONHECIMENTO SERÁ DE TODOS E AS OPINIÕES SERÃO DOS INDIVÍDUOS???

    Minha bola de cristal me diz que esse é o rumo… Quem sabe, no futuro (talvez não tão distante), poderemos rir desses tempos e dessas discussões, assim como hoje rimos quando lembramos de quem discutia se o melhor era o VHS ou Betamax…

    Meus dados estão lançados! Mais que ÉTICA ou HONESTIDADE, acho que os valores a evoluir tem que ser TOLERÂNCIA ou DESPRENDIMENTO.

    Desculpem-me pelo texto longo, mas acho que a proposta do post do Eddie é muito boa e como muitos dos participantes são realmente abertos à discussão, senti-me à vontade para expor minhas idéias.

    Para quem quiser debater comigo com mais profundidade, fico à disposição: cmakoto.net@gmail.com.

    Abraços e Obrigado!

    Jonny Ken Says:
    July 3rd, 2009 at 5:55 pm
    Como disse o Sarney: “O problema do Senado é do Senado, não meu…”

  31. Klaudin Says:

    Quando é um site que copia o texto na integra (ou com poucas alterações) o google já os da uma punição deixando bem atrás, por conta de conteúdo duplicado.

    Já em podcasts em que o google não tem por onde fazer isso, quem faz são os ouvintes que darão mais ou menos relevância ao conteúdo.

    Em fim, não entendi lhufas do que está acontecendo, pois só li o post e não os comments e nem acompanhei o tal “barraco”!

  32. Rafael Martins Says:

    Buenas povo depois de ler tudo que aconteceu, no twitter e nos outros sites qeu falaram sobre o assunto, resolvi vir aqui para deixar minha opinião.

    Primeiramente queria falar disso …
    “Desde que eu comecei a ouvir e trabalhar com podcast em 2005, a preocupação de todos na época e que se estende até hoje é se podemos tocar músicas comerciais nos podcasts …”
    Quem faz isso ? Quem tem cadastro no Ecad ? E pra que ? Tem sites hj em dia com músicas free, vários alias, não temos nem o pq de pagar por isso … pois isso vai na contra mão de popularizar o podcast …

    Outra coisa importante, como o eduardo mesmo citou, 95% dos podcast pegam informações como wikipédia ou até sites relacionados, pegam até temas já usados por outros podcast, idéias que foram dadas e as pessoas pegam sem ao menos dizer “ouvi o fulano dizer isso” e fiz o que ele disse antes … mas eu acredito em uma coisa fortemente … existem pessoas na podosfera que são mais que amigos, nos ajudam, colaboram para o crecimento do podcast, nos divulgam e ajudam pelo simples fato de ajudar, mas tem outras tb que se acham os REISDOPOCAST, ou tem um certa influência na internet que por ter essa influência, começam a polemizar algo para ganhar ibope, ou simplesmente para denegrir algo que não gostam … não quero citar nomes pq como o eddie mesmo disse cada um sente quando pisa no seu calo …

    No AperteCast eu USO sim textos de outros sites, e misturo com minhas opiniões, conhecimento, experiência, com um único fim que passar tudo isso para as pessoas gratuitamente. Recebmos criticas, e sempre avaliamos da melhor forma possível, exceto opiniões de quem quer ser noticia, quer polemizar para aparecer … Porém uma coisa eu aprendi “Quem reclama quer continuar sendo cliente” senão simplesmente não comparecia mais (não ouve mais) … então eduardo eu acho que muitos tem inveja do seu árduo trabalho, que como te falei ese dias eu admiro pela força de vontade que você tem para manter, mesmo não concordando com algumas coisas que você fala e faz … assim cmo vc não deve concordar com outras coisas e a vida é assim …

    E a questão da ética fecho no que o Jabour disse!

    Porém eu acho que devemos enaltecer essa nossa mídia que dá tanto trabalho para fazer e é tão gratificante e que com fatos deste infelizmente arranham nossa imagem …

    Parabéns Eddie pelo texto e eduardo pelo trabalho e para quem não gosta apnas não ouça mais ou então torne-se political e prenda meia dúzia por uso indevido de textos hehe

  33. Rafael Martins Says:

    Já ia esquecendo … pra mim isso é uma discussão pessoal e não tem haver com o PODCAST em si!

  34. Jonny Ken Says:

    Rafael…

    A questão em si não tem muito a ver com geração de conteúdo através de terceiros, e sim de plágio de conteúdo.

    Como você se sentiria se alguém pegasse 5 textos do aperteF5, lesse-os na integra, não falasse que fossem seus e ainda defendesse isso?

    Veja bem, ler na integra! Não estamos falando de referências… Não é usá-los como fonte para criar um novo conteúdo. É ler, e não falar de quem é o texto! Assumir a posse.

    Boa parte dos meus posts (principalmente reviews e reportagens) levam 2 a 3 dias para ficarem prontos. Se alguém utilizasse-os de tal maneira, ainda mais sem solicitação, seria algo extremamente chato. Meu trabalho seria resumido a uma googada e leitura do texto (uns 10 minutos).

    Isso se torna mais grave quando a pessoa não assume o problema. Seria tão mais simples um “eu errei” e pronto! Ninguém duvida da capacidade do Eduardo Moreira de criar novo conteúdo e de qualidade.

    abraços!

  35. Jonny Ken Says:

    Claudio…

    ótimo comentário, e me fez refletir sobre isso.

    O problema no Brasil é que a mídia 2.0 (blogs, podcast, wikis, orkut, etc) raramente geram conteúdo próprio. A própria wikipédia precisa de referências das “mídias tradicionais” (vale web tb) para manter o texto no ar.

    Chegamos em um ponto aqui no Brasil que (chutando, mas sem medo de errar) que 95% dos blogs de tecnologia usam como referência 5% dos sites criadores de conteúdos. Isso economicamente acaba com esses 5%, pois continuando dessa maneira, cada vez menos visitantes acabam visitando eles.

    E quando a fonte secar? Como iremos fazer? Sobreviver com as fontes americanas? Só falaremos de produtos brasileiros quando sair em sites como o Gizmodo, engadget, etc…?

    Eu particularmente penso que é sempre bom gerar conteúdo 100% novo. Procurar pauta, investigar, escrever a respeito, etc etc etc. Se mais gente trabalhar assim, quem sabe não torne o Brasil uma fonte de referência mundial!

    Abraços

  36. Rafael Martins Says:

    Jonny concordo com vc cara se for exatamente como vc citou, mas sinceramente e não tenho pq defender A ou B, eu não acho que o podcast do moreira é lido assim na integra …
    Entendo a parte que vc fala de pegar textos que alguém levou dias para criar e falar que é seu, quando isso acontecer assim tb vou repudiar, pq por ex. no apertef5 todos os artigos são criados pelos colunistas ninguém da CRTL C CRTL V, pq acho que temos o dever de fzer isso, só acho que não devemos criar uma novela por uma coisa que muitas ou quase todos fzem. E como disse ainda acho que o fato em si é pessoal!

    Admiro muito vc jonny, assim como o moreira e o eddie muito mesmo por tudo que fazem e acho que temos que semear a união e não a divisão por esse ou aquele motivo. Errar todo mundo erra, e se o moreira errou e ele achar que deve pedir desculpa ótimo, mas isso é uma coisa isolada, digamos é a opinião de 2 ou 3 sobre um podcast específico não pode se tornar algo que comece a atingir outtros sites ou a mídia podcast em si. Pois de uma certa forma “Nós” temos que criar coisas para divulgar PODCAST, o meu o seu o de todos, quem ouvir o meu e não gostar paciência, cada um tem seus motivos e não podemos contestar até o ponto que passa deste limite.

    Estou aqui defendendo o PODCAST que coitado na minha visão não tem nada haver com essa história.
    Abrs a todos!

  37. Jonny Ken Says:

    Fala Rafael

    Na verdade, a Amanda citou somente esse último episódio (do Xô Sarney). Não sei dos outros episódios.

    O PODCAST, como mídia, não tem nada a ver como essa discussão… só terá o dia que todo mundo começar a ler o conteúdo de terceiros em seus áudios, mas espero que esse dia nunca chegue :D

    Abraços

  38. Codigo Livre Podcast 76 « Codigo Livre Cast Says:

    [...] – Lei que abona multa no radar apartir 23h em Vitória/ES, para evitar assaltos PodPolêmica: Existe ética no podcast brasileiro? com comentários de Jonny Ken, Eddie Silva e Amanda [...]

  39. Dhannyel Says:

    Estou afim de produzir um podcast mas com essa história de ECAD está quase impossível no Brasil de se “tocar” músicas. Nem quero entrar muito no critério desse ‘escritório’, mas a minha dúvida é que se posso tocar músicas “creative commons” sem ter que ser importunado pelo ECAD querendo cobrar direitos autorais? Por favor me ajuda. Estou procurando informações/documentos na net e não encontro nada. Agradecido. Procurei seu email e não encontrei, por isso estou entrando em contato por aqui.

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