Porque o iPad foi uma boa para os Winfanboys e Androidfanboys

January 27th, 2010

iPad

Finalmente foi lançado o tão esperado e sonho de consumo, iPad - tablet da Apple. Para quem não acompanhou o keynote de Steve Jobs, vale a pena dar uma olhada neste breve video para tentar entender a euforia de muitos. Não tem como negar que é um produto com a qualidade que estamos acostumado a ver se tratando de Apple. Mesmo o mais xiita ou os anti-apple’s da vida, no íntimo e sozinho num quarto escuro concordará que é um belo device. Alguns leitores poderão estar perguntando agora, se eu estou querendo pegar carona no frenesi do momento ou pegar alguns leitores paraquedistas falando sobre o iPad? Bom se estão esperando que eu fale sobre as caracteristicas técnicas ou os benefícios de se ter um iPad, eu aconselho a ler o blog do meu amigo @Nickellis que é a pessoa mais capacitada para falar deste produto.

Confesso que no primeiro momento que eu vi o iPad, deu aquela vontade de ter, assim como deu vontade de comprar o Playstation 3, Sbox 360, Blue Ray, iTouch e iPhones em seus lançamentos. A minha sorte é que o iPad (3G) só estará disponível em 90 dias e não precisei me explicar com a prefeita com mais um brinquedinho dentro da sacola ao entrar em casa. E a vontade passou. Mas o que mais me deixou animado e é a luz no final do túnel para os Winfanboys e os Androidfanboys - assim como eu - foi o preço do iPad. Aparelhos a partir de $499 foi um tiro certo no mercado. Não tenho dúvida que será um campeão de vendas. E o motivo da minha alegria e otimismo é porque a concorrência depois deste baque que tiveram, terão que se recompor e estudar um bom contra-ataque. No último CES Las Vegas foram apresentados varios tablets com sistema Windows 7 e Androids. Apesar das especulações de preços, pareciam que todos estavam com um pé atras em confirmar. E quem não confirmou fez certo, pois agora já com os valores anunciados pela Apple, teremos em breve uma enxurrada de tablets no mercado com valores muito abaixo dos anunciados hoje.

Tablets da Dell, Archos e Cia poderão chegar ao mercado com preços quem sabe abaixo de $200. Para quem não é fã da Apple ao ponto de vender seus rins, ficará contente em saber da variedade que teremos em breve. Veja a relação elaborada pelo Mashable. Quem ganhará será o usuários. Muitos não importam se o sistema é da Microsoft, Apple ou Google. O importante é que o gadget atenda as necessidades como  acesso a internet via wi-fi e quem sabe 3G. Atualmente eu tenho um Archos 5 Tablet com Android mas não pensaria duas vezes  em comprar um com tela maior e que tivesse suporte a flash. Principalmente  com a Copa do Mundo,  poderia assistir os jogos  em que eu não estivesse em casa.  Basta aguardar.  Obrigado tio Jobs.

Entrevista para o Jornal do Comercio

November 26th, 2009

Dei uma entrevista para o jornalista Renato Mota  do Jornal do Comércio http://www.jc.com.br  para a edição do dia 25/11/09 sobre podcast.  Como não houve  espaço para cobrir todas as minhas respostas, resolvi compartilhar com vocês a entrevista completa. Antes de  lerem lembrem-se que é apenas a minha opinião e não deve ser levada como a última palavra.  Não quero impor nada e sim apenas estou dando a minha opinião sobre um assunto que eu gosto.

Charlie Stupid Little Dog 

Podcast como mídia:

Como você enxerga o podcast como veículo de mídia? Tem futuro? É uma mídia popular na internet ou muita gente ainda está por fora?
Eu enxergo como grande potencial, não como uma mídia opcional e sim como uma mídia independente. Ela ainda não esta popular mas é uma questão de tempo para se tornar conhecido pela massa.

O que lhe chamou a atenção para os podcasts em primeiro lugar?
Justamente a possibilidade de qualquer pessoa ser um emissor de informações e de opiniões sem a necessidade de dar satisfações ao um editor ou chefe. Também por não precisar ter uma licença homologada por algum orgão competente para transmitir suas idéias.

Desde 2005, quando você começou, o que mudou no podcast brasileiro e internacional?
Mudou bastante coisas. No meu tempo o podcast era visto e feito de forma “moleque” como diz o Gui Leite, o segundo podcaster no Brasil. Como não tinhamos uma referência de edição ou até mesmo as facilidades de colocar um episódio no ar como temos hoje, dávamos mais valor a cada podcaster da época, pois sabíamos o esforço de cada um. Até mesmo a nível internacional, houve uma grande mundança ao passo que varias empresas foram criando ferramentas fáceis para se gravar e publicar o podcast.

Como você enxerga a evolução do podcast no Brasil e no exterior?
Eu enxergo dois caminhos diferentes. Por exemplo aqui nos EUA em muitas capitais como New York, os americanos viajam geralmente de carro, onibus ou trem várias horas para chegar em seu local de trabalho todos os dias. O podcast acabou tornando-se um companheiro de viagem obrigatório. No Brasil eu vejo um caminho diferente. Dá-se a importancia em ouvir o podcast online, como se fosse uma radio web na frente do monitor. São duas culturas diferentes e consequentemente duas formas de ouvir ou encarar o podcast.
 
Qual a importância de programas como o iTunes e sites que reúnem vários podcasts?
São realmente os grandes responsáveis pela divulgação e distribuição de podcast. Muita gente veio conhecer o podcast acidentalmente navegando nestes sites ou até mesmo pelo iTunes. Devido a facilidade de você subscrever e baixar os episódios, o podcast está aos poucos conquistando novos ouvintes.

E os Videocasts? São uma evolução? Um meio diferente?
No videocast o foco já é realmente para as pessoas que estão conectadas online. Tanto é que a maioria dos videocasts, estão alistados em sites como Youtube, Blip.TV, Vimeo e etc. O produtor do videocast não se concentra especialmente para video player portateis. O publico maior deles estão justamentes nestes sites de videos que com a popularização da banda larga, cada vez estão disponibilizando videos com boa qualidade.
Temos bons videocasts independentes como também muitos programas comerciais que estão sendo disponibilizados em forma de videocasts. Infelizmente no Brasil as emissoras de TV não estão olhando para esta oportunidade de divulgar o seu produto. Preferem ainda o modelo antigo de restringirem o acesso ao seu video somente pelo site da emissora.
Aqui nos EUA até novela já está disponivel em videocast. Se você der uma olhada no diretorio de videocast no iTunes na loja americana verá todos os grande canais americanos com os seus programas disponibilizados de graça.

Podcast no Brasil:

A redução nos preços dos computadores e da banda larga no Brasil, assim como a popularização de celulares com MP3 e players pode ajudar o podcast brasileiro? Como atingir esse público novo?
Não não podem. Não adianta você dar a ferramenta ou o meio para as pessoas se elas nem conhecem o produto podcast. Aqui mesmo onde boa parte da população tem banda larga, telefones com mp3 players, muitos nem sabem o que é podcast. A poucos dias eu estava ouvindo um podcaster entrevistando um congressista americano e no meio da entrevista ele perguntou o que era podcast. Ou seja um politico que rege as leis americanas e as vezes até leis sobre direitos autorais nas musicas ou a regularização na internet, nunca tinha ouvido falar em podcast. Os jovens também que são os grandes consumidores de telefones celulares,  não tem conhecimento ou interesse em ouvir podcast. Muitos ouvintes de podcasts são pessoas que se cansaram da mídia convencional e descobriram a facilidade de ter um entretenimento alternativo. Não basta ter computador, banda larga, conhecer o que é podcast se a pessoa não tem interesse de ouvir. Este interesse que precisa ser cativado. Para dar certo no Brasil o podcast precisa divulgado por alguém popular. Um exemplo prático foi o que aconteceu com o twitter aqui. Muitos ouviam falar mas não sabiam o que era. Só foi a Oprah (apresentadora de TV) entrar no twitter e divulgar e até ensinar como twittar, ouve uma explosão de usuários imediata. O mesmo se dá com o podcast. Se uma pessoa popular entrar nesta mídia e divulgar o que é podcast com um produto que agrade a massa, aí sim teremos uma explosão de ouvintes.

Como um podcast independente pode concorrer com os institucionais (ligados a jornais e empresas)?
Por continuar sendo independente. (Risos) O que acontece é o seguinte, muita gente dá credibilidade ou fica bitolado a mídia convencional e acaba não tendo a oportunidade de conhecer algo novo, algo independente. Mas também as vezes a culpa é do proprio podcaster. Ser um podcast independente não quer dizer apenas que você não está ligado a certa empresa. Quer dizer que você emite uma informação ou opinião e muitas delas contrarias da mídia convencional. Conheço vários podcasters brasileiros que em seus programas falam ou divulgam as nótícias que estão nos portais ou jornais nacionais. Para que eu vou baixar um podcast com uma notícia defasada - pois por a internet ser dinâmica as informações perdem validade rapidamente - que entre o tempo de o podcaster copiar a notícia, colocar na pauta, gravar, editar o podcast e colocar no ar, a notícia já serveria para um episódio de retrospectiva. O ouvinte logicamente irá preferir baixar o podcast direto da fonte. Eu prefiro baixar um podcast que fala sua opinião sobre certo assunto mesmo que seja uma notícia velha. A notícia geralmente eu já li ou assisti na TV. O que eu e muitos procuram é a opinião ou o ponto de vista diferente da mídia convencional.

Esses podcasts institucionais estão sendo bem feitos? Jornais, portais e outros já “sacaram” qual é a do podcast? Ou ainda estão fazendo “rádio na internet”?
A maioria dos podcasts institucionais são apenas o audio de alguma entrevista, comentários ou notícia que já foi veiculado na rádio. Neste caso a qualidade é boa e a informação geralmente é interessante. Existiu por alguns anos uma certa rejeição desta mídia ao podcast brasileiro. Muitas rádios ficaram com medo de perder ouvintes pensando que o ouvinte iria preferir baixar o podcast. Muitos portais ficaram com medo de perder pageviews em seus sites. Aí eu entro novamente no assunto do iTunes. Se você entrar no diretorio de podcasts americanos, dentre os 100 mais baixados você encontra jornais como NY Times, revistas como Times, Newsweek e canais de tvs como NBC, CBS, Discover e etc. Por que eles estão lá entre os mais baixados? Por que eles enxergaram que o podcast ao inves de que muitos pensam podem sim cativar novos ouvintes ou novos visitantes as suas páginas. Eu faria o seguinte paralelo que uma emissora de TV, uma radio, um jornal ou um portal que não tem um podcast, seria hoje como uma empresa que não tem ainda um site na internet. Para mim não importa se o podcast é apenas um audio que foi veiculado em uma radio e foi disponibilizado em forma de podcast. O importante é que ela está dando oportunidade a aqueles que naquela determinada hora que foi ao ar a informação, ela não estava ouvindo a radio. Com o podscat, aquela informação que atingiu naquele momento milhares de pessoas pela rádio, terá a oportunidade de atingir outras milhares de pessoas por meio do podcast.

Estamos vendo, agora, um “podfade” como você comentou no seu blog?
Este termo “podfade” surgiu em 2005 que significava o desaparecimento de varios podcasts de destaques ou não. E foi algo a nível internacional. Muitos podcasters bons, com uma audiência razoável, em final de 2005 e início de 2006 foram aos poucos saindo do cenario por não gravarem novos episódios. E isto que costumo falar que é algo normal ou natural. Quando você se dedica a um hobby e depois de muito tempo gasto nele, você acaba vendo que ele está roubando tempo que antes você usava para ficar com a sua familia, para se divirtir indo ao cinema, festas ou uma simples caminhada no parque. Como a maioria dos podcasts não tem um retorno financeiro, não tem um grande numero de feedback, você acaba se desanimando e para de gravar. Outros fatores também é o momento que a pessoa grava o podcast. Talvez naquele momento ele tem pouca responsabilidade, não tem namorada, ou é solteiro ainda. Quando estes fatores mudam, entre as responsabilidades e um hobby as pessoas acabam escolhendo a responsabilidade. Mas uma coisa é certa, uma vez podcaster, sempre será podcaster. Por mais que não tenha tempo hoje, mas no futuro a pessoa votará a gravar.

Existem ciclos de crescimento e diminuição da quantidade de podcasts (os melhores ficam e os outros acabam sumindo) ou esse encolhimento é devido a fatores externos (tais como falta de organização e união)?
O que existe é uma empolgação. Quando uma pessoa começa a ouvir o podcast, ela vê que é possivel também criar o seu proprio podcast. Hoje existem várias ferramentas que ajudam e facilitam qualquer pessoa gravar. O problema é que muitos não se concentram numa categoria. Muitos tentam copiar certos podcasts falando sobre a época de escola, filmes de sessão da tarde ou os micos da vida. É legal, é engraçado. mas chega uma hora que este assunto acaba. E aí o seu publico que tava acostumado a rir com os micos da sua vida vai cobrar por mais histórias engraçadas e você não terá ou irá correr o risco de ficar repetitivo lançando epsiódios parte 2 parte 3 até que o publico perderá o interesse e você acabará desistindo de gravar. Se você se concentra num assunto que você gosta, se você cria um publico que está interessado na sua opinião, nos seus comentários, o podcast tem mais chances de sobreviver. Eu as vezes escuto comentários como “mas só temos podcasts de tecnologia, humor e músicas”! Concordo que a maioria são destas categorias mas se você for ver, mesmo sendo de categorias iguais o leque é enorme. Pois você pode se especializar em certo aspecto da categoria tecnologia, da música. Pois o publico tá interessado na sua opinião. Agora se você apenas copiar notícias ou tocar apenas as musicas que estao nas radios, não importando com a sua identidade, corre o mesmo risco de um dia acabar.
Também não vejo a falta de organização ou união para este encolhimento. Sim temos uma falta de organização e temos sim uma desunião grande. Mas vejo como algo normal.
Quando você tem um grupo de 5 ou 10 podcast é fácil ser unido, é fácil se organizarmos. Agora quando temos mais de 500 podcasts por exemplo perdemos o controle. Nem todos aceitam uma sugestão. Uma sugestão que você dá para um podcaster esta mesma pessoa pode achar que é uma critica e aí para criar um “mimimi” é questão de tempo.
 
Dá para fazer um paralelo entre o ciclo de vida dos blogs e dos podcasts? Podemos esperar uma profissionalização maior dos pods no futuro, como têm acontecido com os probloggers?
Eu vejo da seguinte maneira: Hoje com certeza é mais fácil você escrever do que gravar um podcast. Quando a pessoa tem facilidade de escrever, de expor a sua opinião, ela vai procurar se profissionalizar, para ser respeitado, para ter uma certa credibilidade e o mais importante para ter um retorno financeiro. O caminho para o podcast ser profissionalizado do zero é bem maior, cansativo e muitas vezes frustrante. O que eu vejo ocorrer é blogs com uma boa audiência iniciar e ter sucesso no podcast. O inverso é mais difícil mas lógico não impossível. Conheço alguns blogs que iniciaram com podcasts e hoje já estão com um destaque nacional, alguns até parando de gravar dedicando apenas ao blog e outros fazendo as duas partes. Mas para retorno finaceiro infelizmente hoje ainda é mais rápido e fácil pelo blog.
 
Quais são os maiores inimigos dos podcasters brasileiros?
Ego e falta de humildade.

Qual o feedback que você tem por analisar a podosfera brasileira no eddiesilva.com?
Olha, no Brasil infelizmente você não pode opinar ou comentar sobre algo. Você corre o risco de ser chamado de “chorrão” de estar fazendo “mimimi” e talvez seja este o motivo de eu ver muita gente em cima do muro não opinando sobre nada. Eu não me denomino um “expert” em podcast. Eu apenas gosto desta mídia e dou a minha opinião. Não quer dizer que esta opinião tem que ser seguida ou aplaudida de pé. Quer dizer o que eu penso sobre o assunto e gostaria de saber o que outros pensam também no assunto. Mas o que eu vejo geralmente são comentarios ou posts em cima do muro, tendo o cuidado de não citar alguém ou não falar algo que vá de encontro com a “opinião” publica.
Tem certas coisas que não precisa você ser um “expert” basta ver o que ocorre em sua volta, e poderá enxergar o futuro. Por exemplo em 2008 ao final do Prêmio Podcast eu fiz uma análise do que eu achava, do que eu via, do que eu sentia e escrevi  “Quando o podcast brasileiro irá amadurecer?”  falando de muitos problemas que eu via e que em 2009 se não tivessemos cuidado, teríamos um grande podfade como aconteceu em 2005. Recebi na época criticas absurdas, pessoas indignadas argumentando como poderia ter dito aquilo se na época era o auge do podcast brasileiro principalmente ao final do Premio. Bom veio 2009 e para minha sorte (risos) aconteceu. Mas não foi algo que eu tava torcendo para acontecer para provar se eu tava certo ou não. Não foi algo para ficar contente pois varios projetos meus dependia sim de o podcast dar certo no Brasil. Foi algo normal que por analisar friamente a situação como um empreendedor.  Pude prever, como qualquer pessoa poderia, se fizesse a mesma analise fria. Em setembro 2009 eu escrevi outro artigo “Qual é o atual cenário do Podcast Brasileiro? “onde comentava sobre o aviso que eu tinha dado no artigo de 2008. Novamente recebi críticas, pessoas falando mal, que eu queria me aparecer. Então como falei, infelizmente hoje você não pode opinar ou falar algo que vá de encontro com a massa. Mas se eu for ter que escrever coisas como se fosse “mel para os ouvidos” prefiro ficar quieto. Por isso que eu continuo escrevendo independente se alguém vai gostar ou não pois “Alguém Precisa Falar”. Para minha alegria alguns acabam gostando ou refletindo sobre o que escrevi e outros são amigos que já me acompanham desde 2005 esta minha trajetória no podcast brasileiro e sempre me dão apoio mesmo eu falando bobagens. (risos)
 
Existe uma “podosfera”? Qual a importância de se relacionar com os outros podcasters?
Eu entendo “podosfera” como um aglomerado de podcasters em certo cenario. Assim como uns amigos reunidos diariamente num “boteco” podem se chamar de “botequeiros”.
Não acho errado os podcasters se reunir, trocar idéias e ajudar os novos que estão iniciando. Acho errado sim quando em episódios, chats ou até mesmo no twitter, ficam falando mal de outros podcasts como tempo de duraçao, forma que é gravado ou sem edição. A partir do momento que você critica outro “companheiro” de podcast sobre o seu formato, acaba mostrando indiretamente ou melhor dizendo diretamente que a sua forma sim que é a correta. A sua forma de gravar ou editar que é o modelo certo. Aí já mostra a falta de humildade da pessoa e com estes realmente pra mim não vale a pena se relacionar.

Como você vê casos de sucesso como o Rapaduracast e o Nerdcast? Isolados?
Vejo com bons olhos e não podemos negar que muitos que começaram a gravar em 2008 e 2009 foram por causa deles. Alguns podem achar que sou demagogo por falar isto sendo que critiquei eles no meu ultimo artigo por não darem apoio ao podcast brasileiro. Infelizmente o que eu falei foi tirado do contexto e muitos ficaram indignados como já citei. Na realidade eu apenas quis dar um puxão de orelha pela a amizade que eu tinha com eles na época. Acho que exagerei no puxão e eles nem participaram no Prêmio por causa disso. Mas mesmo assim eu admiro o esforço que eles fizeram para chegar onde estão. Souberam usar a audiência de seus blogs com podcasts bem editados, com assuntos interessantes, alternativos e com uma boa dose de humor. Acredito que podem existir outros podcasts que tenham o mesmo sucesso. Desde que criem suas identidades, sejam originais e sejam profissionais. Hoje infelizmente as pessoas não são ou não querem ser criativas. Muitos preferem copiar a forma de abertura do nerdcast, muitos copiam até a forma que é postada a foto sobre o assunto do episódio no blog. Alguns raciocinam que tem que copiar o que deu certo. Com este pensamento serão eternamente uma “copia”. O segredo do sucesso do Nerdcast e Rapaduracast é a criatividade e a originalidade. Eu até entendo o porque o Nerdcast ou o Rapadura não se preocupam com os clones. Pois além de ser uma forma de divulgarem eles indiretamente, está bem claro que por um bom tempo eles não terão concorrentes a alturas. Mas esta é a minha opinião.
 
Prêmio Podcast:

Como começou o Prêmio Podcast? Qual era seu objetivo na época?
A ideia original foi em 2005 mas como na época tinhamos algo como 50 podcast ou menos, eu acabei engavetando o projeto. No início de 2008 o site iBest teve uma categoria Podcast a pedidos dos usuários e foram premiados na época os podcasts que realmente tinham maior audiência. Mais audiência, mais chances de ter votos. Eu vi que muitos podcasts bons não tiveram a mesma oportunidade de concorrer de igual pra igual e nem tinham a oportunidade de divulgação. Acabei entao tirando o projeto da gaveta e dei início a criação do Prêmio. Invez de eu criar um premio sozinho fechado, eu fiz algo bem transparente. Os podcasters ajudaram dando suas opiniões na regras que eram criadas, nas categorias e até na escolha do troféu. O premio em 2008 foi um sucesso devido a união e apoio de todos os podcasters participantes. Tivemos 200 inscritos para um cenário de 350 podcasts na época. O maior objetivo era a divulgação do podcast e foi cumprido pois muitos chegaram a conhecer novos podcasts devido o Prêmio. Até mesmo muitos que ganharam pelo quesito do Juri, a maioria dos ouvintes nunca tinham ouvido falar e depois de baixar os episódios acabaram gostando e assinando o podcast até hoje. Posso dizer tranquilamente que o objetivo de divulgação e dar a mesma oportunidade a um podcaster pequeno de concorrer um premio com um podcaster grande foi cumprido.

O que podemos esperar para o Prêmio de 2009? O que tem de novo e o que vocês aprenderam com a primeira versão?
A qualidade de podcasts neste ano aumentou embora o numero de concorrentes baixou. Tivemos 120 inscritos. Os motivos são vários, uns não continuaram a gravar, outros não quiseram por motivos pessoais, se ofenderam com o que escrevi em algum artigo e outros não estão nem aí mesmo com premiação. Falam que premiação é evento para alimentar o ego.
Eu sinceramente fiquei decepcionado com o nível que a pessoa pode chegar por causa de um troféu. Houve muita acusação entre concorrentes, um achando que o outro estava fraudando os votos por um dia estar em último e no outro dia em primeiro. Foi como falei no início, certas coisas não precisa ser um “expert” para entender ou prever algo. Muitos dos participantes tinham episódios quinzenais ou mensais. É normal então você ficar 15 ou 30 dias abaixo na votação e no lançamento de um episódio novo fazendo a campanha de votos, receber uma arrancada nos votos. Alguns viam esta arrancada como uma possível fraude de votos. Felizmente o nosso sistema de votação é muito seguro. Além de varios backups que eram feitos diariamente, o sistema acusava votos vindo do mesmo IP, votos vindo de Proxys. Para o voto ser validado precisava passar por 6 regras de segurança. Também o sistema fazia cruzamento com informações dadas no ato da inscrição e dos comentários dados no ato do voto. Estamos bem tranquilos que o ganhador do voto popular teve votos justos e válidos. Mas o problema de tudo isto é o ego e falta de humildade. Enquanto as pessoas acharem que o seu podcast é melhor do outro e merecia estar entre os indicados para votação do juri ou achar que você tem mais ouvintes que outros porque o podcast concorrente não tem muito comentários, ou o pagerank do site é baixo, isto sim é burrice e não precisa ser nenhum “expert” para saber disso.
 
Qual o futuro do Prêmio? Esse deve ser realmente o último?
Eu anunciei antes de terminar o prêmio a minha aposentadoria para projetos ao podcast brasileiro. Hoje eu não tenho nenhum animo de levar projetos meus que tinham a finalidade de ajudar a monetização e divulgação do podcast brasileiro. Gosto desta mídia, acredito no potencial mas quando suas propostas ou ideias e principalmente sua integridade é questionada por certos indivíduos que não tem a capacidade de fazer algo melhor, é triste e frustrante. Não quero dizer que não é possível aparecer uma premiação melhor. Pode sim e tenho certeza que irá aparecer. Hoje uma agencia, portal ou grupo de empreendedores tem grandes chances de criar uma premiação com maior abrangência, com maior destaque no cenario nacional, com mais participantes e com uma bela festa de entrega de trofeus. Basta pegar o que deu certo no Prêmio Podcast e o que deu errado segundo os “reclamantes”.  Isto é possível e fácil de fazer quando se está no Brasil. O Premio Podcast eu organizei aqui dos EUA, muitas noites mal durmidas, utilizando somente o meu tempo disponível, fora do trabalho. Os jurados também tendo que ouvir e avaliar podcast por podcast, fazendo no seu tempo disponível, sem ter um retorno financeiro só pelo fato que ama esta mídia. A empresa também que cuidou da segurança do sistema fazendo sem um retorno financeiro ou divulgação. Tudo por causa de gostarem do podcast. Posso dizer sem dúvida que os organizadores e jurados, fizeram tudo tendo como o objetivo ajudar na divulgação do podcast brasileiro. Se hoje tivessmos mais pessoas com este mesmo objetivo, acredito que seria mais fácil. Hoje pra mim não terá a terceira edição em 2010. Mas nunca se sabe. Pode chegar uma empresa, uma agencia propondo algo e aí podería até repensar. Mas nos moldes que foram feito em 2008 e 2009 sem patrocinio, colocando dinheiro do meu bolso, com certeza não teremos.
 
Geral:

Quais são seus podcasts favoritos que estão no ar hoje? E entre os que já se foram? Quantos você escuta por semana?
Muitos dos podcasts que eu escuto semanalmente, estão participando no Prêmio Podcast e como organizador e um dos jurados não posso divulgar pois para alguns estariam mostrando favoritismo. Entre os que se foram, eu sinto falta da Garota Sem Fio da Bia Kunze, do Gui Leite Podcast, RossoPomodoro e das meninas do Monaliza de Pijamas. Mas tenho certeza que eles votam um dia. Eu também escuto varios podcasts americanos como do Leo Laporte, Adam Curry, John C. Dvorak entre outros. Escuto uma média de 7 horas por dia de podcast que dependendo do tamanho pode ser de 8 a 10 podcasts diários de segunda a sexta. Sábado e domingo eu dou folga aos meus ouvidos a não ser que tenham alguma gravação online LIVE.

Para você, o que é um podcast de qualidade? Não no sentido “qual a fórmula do sucesso?”, mas o que um podcast tem que ter (ou não ter), para ser bom, agradável de ouvir independente de retorno financeiro?
Para mim podcast é bom quando termina e você quer ouvir o proximo. Tem que cativar o ouvinte. E isto só irá acontecer com um bom conteúdo, com respeito aos seus ouvintes e com respeito a outros podcasters. Muitos podcasters esquecem que os ouvintes tiraram tempo para baixar, ouvirem e mandarem uma critica. Quando a pessoa desrespeita o ouvinte, ela perde no mínimo 2 ouvintes, a pessoa que foi desrespeitada e eu. O conteúdo não precisa ser de humor ou só de música para me cativar. Qualquer assunto que é falado com propriedade pode me cativar e conquistar um publico específico. A formula do sucesso é a humildade, respeito com ouvintes, periodicidade, criatividade e mais importante gostar do que você faz.
 
O que se precisa para fazer um podcast? Quais os principais softwares e onde hospedar o arquivo?
Hoje é muito fácil fazer um podcast e colocar no ar. Com um laptop ou um velho computador você consegue gravar um bom podcast. O que pode ajudar a melhorar a qualidade seria um microfone USB onde a gravação do audio passaria ser digital e diminuiria os chiados que os microfones normais que gravam o som análogo dão. Um bom programa para gravar e editar o audio é o Audacity (http://audacity.sourceforge.net/) que é gratis. Na internet tem muitos tutoriais de como utilizar este programa. Grave em lugares que não tem muito barulho. Já ouvi podcasts bons que por incrivel que pareça foram gravados no banheiro pois eram o local mais silencioso na casa. Computadores velhos geralmente fazem muito barulho principalmente se está na mesma mesa que está o microfone. Boa solução é colocar o computador no chão e limpar o pó do ventilador dele. Irá diminuir consideravelmente o barulho. Os sistemas de blogs como o Wordpress também tem plugins para você postar o seu podcast onde cria um feed automaticamente e também a possibilidade de colocar os players na sua página para o ouvinte ouvir direto online. Mas de nada adianta você ter tudo preparado se você não ter um foco, um assunto. Prepare uma pauta tendo em mente o que os ouvintes pensarão. Tente sair do obvio. Um assunto demasiado na mesma semana em varios podcasts acaba afugentando os ouvintes dos podcasts menos expressivos. Seja original. Crie a sua identidade. Cada programa tanto em podcast como na radio ou tv tem uma identidade propria. Um exemplo quando ouvimos “Bem amigos” o que vem na mente é o Galvão Bueno. Imagina se todos os locutores ou podcasters iniciassem seus programs com o “Bem amigos” do meu podcast. Automaticamente iremos lembrar do Galvão Bueno. Esta é a identidade dele, esta é uma maneira dele ser lembrado. Do mesmo modo no podcast. Muitos copiam o Nerdcast ou outro podcast em destaque. Acham legal, acham que não tem nenhum problema, mas tem. Você estará gravando um podcast sem identidade e será fácilmente esquecido no dia que parar de gravar.
Para hospedar podcast temos varios sites especializados. O mais conhecido é o mevio.com site do pai do podcast, Adam Curry. Para videocast temos boas opções mas o que eu recomendo é o blip.tv que tem a possibilidade de você ganhar com anuncios que são inseridos ao início do seu videocast.

O que você diria para quem ler a matéria e se interessar em produzir um podcast?
Primeiro, não acreditem em tudo que falei aqui. (Risos) Pesquisem, corram atras para aprender. Na internet tem boas informações em portugues para ajudar a gravar um podcast. Não pense que seu primeiro episódio deverá ser igual dos podcasts em destaque nacional. Com o tempo você vai aprendendo. Não tenha vergonha da sua voz, não tenha medo de expor sua opinião. Esta é a beleza do podcast, você poder falar o que quiser sem se preocupar com um editor. Mas não é por isso que você irá sair por aí falando o que quiser achando só porque é uma mídia livre todos irão escutar. As pessoas irão escutar se o que você fala tem propriedade. Se você critica algo, explique aos seus ouvintes porque você não gosta. Para mim não basta apenas dizer “eu não gosto do cara” Para mim você deverá me explicar e tentar convencer o porque você não gosta do cara. Eu as vezes escuto alguém falar no podcast “O Bill Gates é um burro” falando sobre algo que a MicroSoft fez. Mas não dá nenhum motivo porque ele acha que o Bill Gates é burro. Alias por fazer um comentário deste já mostra que a pessoa não tem nenhum conhecimento sobre o assunto pelo fato de primeiro o Bil Gates não estar mais no comando da MS e segundo que para onde ele chegou, com certeza com pouca inteligência não chegaria la. Se você gravar entrevistando alguém, deixa a pessoa responder as perguntas, deixa elas expressarem suas respostas até o fim, nunca interrompa o entrevistado para contar algo que aconteceu na sua vida. Use uma a caneta e papel para ir anotando o que veio na sua mente na hora da entrevista mas deixe a pessoa falar até o fim e não interrompa, pois o entrevistado pode perder o fio da meada e seus ouvintes ficarão com raiva de você assim como geralmente acontece nos talk shows que vemos na TV quando o apresentador quer provar a todos que sabe mais que o entrevistado.
E o principal, se divirta em gravar. Não faça algo pensando em retorno financeiro imediato, pensando em fama nacional ou destaque na sua cidade. Faça algo que ao final da gravação você tenha o prazer de ouvir. Quanto mais prazer você tiver no seu podcast, mais chances dele ter uma loga vida.
E para aqueles que não querem gravar mas apenas ouvir, eu dou a dica de respeitar os podcasts que você não gosta. Não é porque você só gosta de um podcast que os outros são ruins. Não ser do estilo que você gosta não quer dizer que o outro podcast não tenha uma boa informação, que não tenha uma boa qualidade. Navegue pelo site do Prêmio Podcast e você irá descobrir ótimos podcasts, tenho certeza.

Pendurando os Microfones

November 6th, 2009

ferias

Em todas as profissões existe um momento onde você se aposenta, se retira do cargo ou dá espaços para os novos empreendedores. Os motivos são diversos como o cansaço, tá ficando velho ou suas idéias já não são compatíveis com a atualidade. Com esta pequena introdução gostaria de anunciar a retirada da minha participação ativa no podcast brasileiro. Nestes quase 5 anos de participação por meio de listas de discussões, reuniões, eventos e promoções me ajudaram a gostar mais desta mídia que é o podcast. Ganhei muitos amigos e parceiros mas criei inimizades e mal estar na “podosfera” por as vezes falar o que eu penso. Posso afirmar que o saldo para mim foi positivo e estou grato a todos os amigos que sempre me deram apoio e respeitaram meu ponto de pensar mesmo sendo contra o modo de pensar deles.

Desde o início do podcast no Brasil muita coisa mudou. Umas coisas para melhor, outras para o “retrocesso” como diria o Wanderley Nogueira, “na minha maneira de pensar”. Acho que realmente para mim chegou o momento de parar, de se envolver em promoções ou realizações que ajudavam a divulgar o podcast brasileiro como o Prêmio Podcast. Embora este prêmio tenha ajudado muitos a serem divulgados, acredito que ficou um pouco desgastado e tenha perdido o foco original que era apenas a divulgação do podcast no Brasil. A edição de 2009 será realizado normalmente até o final e mais detalhes irei dar no blog do Prêmio, mas as chances de ocorrer a terceira edição no proximo ano são remotas. Não posso afirmar que nunca mais farei mas neste momento não tenho mais interesse em disponibilizar a maior parte do meu tempo, dinheiro para uma premiação onde todos os dias recebo reclamações, denúncias sem fundamento e brigas entre pocasters um querendo provar que é melhor que o outro.

Quando tive a idéia de realizar o Prêmio Podcast, eu queria fazer algo melhor que o iBest estava fazendo que era dar a mesma oportunidade que os “grandes” tinham em receber os votos de seus ouvintes com aqueles que poucos ouvintes tinham e nenhuma chance de reconhecimento teriam. Uma prova disso foi o ganhador do Prêmio Podcast 2008 pelo Juri técnico que com o seu seleto grupo de ouvintes jamais teria a chance de concorrer de igual pra igual com os mais famosos e líderes de audiência.

Hoje em dia temos muitos experts no podcast brasileiro, muitos dando palestras, criando tutoriais, podcasts ensinando como fazer um bom podcast e assim por diante. Acho ótimo que cada um esteja fazendo a sua parte em vez de ficar sentando apenas na frente do monitor reclamando e achando defeito de outos. Por isso tomei a decisão de ceder este meu espaço no podcast brasileiro que talvez para alguns era conduzida de forma errada e dar aos críticos a oportunidade de fazer algo melhor. Tenho certeza que pode sim aparecer um novo prêmio no cenário do podcast brasileiro  até melhor e não é demagogia. Pois é simplesmente tirar tudo de “errado” que aconteceu nas duas edições do Premio Podcast e utilizar o que deu certo.

Eu mais do que ninguém sei que é difícil e humanamente impossível fazer um prêmio sem uma agencia de publicadade por de tras, sem patrocinadores, sem pessoas trabalhando em prol do Prêmio 24 horas por dia. Mas acreditem, conseguimos fazer isto e o que a organização do Prêmio fez nestas duas edições merece meu parabéns e tenho o maior orgulho de ter trabalhado com eles tanto como organizadores como também os jurados. E ponho a minha mão no fogo por eles em qualquer ocasião pela honestidade e integridade que mostraram no decorrer das duas edições.

Como falei no início, nestes anos ganhei muitos amigos e eu agradeço a todos pelo apoio que sempre recebi através de emails, comentários ou um simples replie em algum anuncio que fiz por meio do twitter. Vocês embora não coloque o nome de cada um aqui sabem que estão na minha memória e agradeço de coração mesmo.

Esta minha retirada significa que vou me dedicar exclusivamente aos meus projetos e voltar a escrever sem me preocupar se o que eu falo ou escrevo vai deixar alguém indignado. Eu gosto desta mídia que é o podcast e gosto de expor a minha opinião e respeito sempre a opinião de outros. Mas não estarei se envolvendo com o publico ou com os podcasters em geral para realizar algum evento. Acho realmente que o meu tempo e oportunidade de ajudar o podcast brasileiro passou. Tá na hora de outros assumirem.

Tenho também alguns projetos pendentes que tinham o objetivo de monetizar o podcast brasileiro mas vou conversar ainda com os envolvidos para saber se levamos a frente ou deixamos quieto. De qualquer forma agradeço o carinho e compreensão de todos.

VQV

Denúncias de “Burladores” e segurança no sistema de votação

October 7th, 2009

Nas ultimas 24 horas houve um “mumumu” no twitter de alguns que estão participando no Prêmio Podcast achando que os votos estão sendo burlados. Chegaram a  criticar o sistema de votação falando que é fácil “deletar cookies”e votar de novo como também exigiram uma medida imediata punindo os “burladores”.

Antes de chegar no mérito da questão no que aconteceu nas últimas 24 horas, deixem-me lembrar aos “esquecidos” ou aos não “informados” que não participaram no ano passado.

Na edição do Prêmio Podcast 2008 do nada apareceu um podcast com apenas 5 episódios que nunca ninguém ouviu falar e  bateu o Nerdcast na votação popular nos primeiros dias. Pronto, “mumumu” formado porque segundo todos, era muito “estranho” um podcast desconhecido estar na frente da votação popular principalmente entre os grandes. A maioria criticou os garotos, desceu a lenha, acusando de trapaças entre outras ofensas.

O que foi feito? Mandei um email para eles pedindo  alguma explicação e dando a chance deles se defenderem das acusações. E para a surpresa de muitos que exigiram a expulsão deles do Prêmio, eles simplesmente estavam ganhando votos do Forum de games do proprio podcast em que tinham mais de 100.000 membros.

Agora eu pergunto novamente, era estranho um podcast estar na frente do Nerdcast porque receberam votos de um Forum que tinham mais de 100.000 membros? Não.

Para encurtar a história, o Nerdcast acabou ganhando na votaçao popular com algo se não me falha a memoria uns 5.000 votos e os meninos do podcast de games ficando em segundo com uns 4.800 votos. É estranho? Sim é pois 4.800 é muito pouco para um Forum de 100.000 membros. Os 4.800 votos foram aceitos embora vindo dos membros dos foruns? Sim foram aceitos porque não houve nada irregular como oferencimento de prêmios ou outras artimanhas. Para se ter uma ideia eles foram muito criticados, mas foram um dos podcasts que menos votos inválidos tiveram.

O que ocorreu hoje e os “mumumus” pelo twitter tem a mesma similaridade do que aconteceu em 2008. Muitos criticando, achando que o sistema está sendo burlado por não saberem os acontecimentos por completo. Pessoal ficou indignados, alguns até ameaçaram sair do Prêmio, e outros querendo a cabeça do podcaster já dando a sentença de burlador ou trapaceiro e exigindo uma ação imediata da organização.

Primeiramente gostaria de informar conforme já citei no twitter que os organizadores tem seus trabalhos no dia a dia e nas horas de folga, principalmente a noite, cuidamos do Prêmio. Sempre falei também que tenho o maior respeito e admiração ao Maestro Billy e José Daniel que estão na organização e por eles eu coloco a minha mão no fogo sem medo, com a consciência tranquila porque eu sei o que estão fazendo é para o bem do podcast brasileiro.

Vamos falar do sistema. Realmente é um sistema seguro e aceita apenas um voto por IP. Alguns na ingenuidade tentando  tirar proveito duma “provavel” falha do sistema como alguns chegaram a falar,  deletaram os cookies e votaram de novo, varias e varias vezes. Porque ingênuos? Por que ao verem os votos sendo aceitos pelo sistemas, concluiram que os votos estava sendo validados.

No nosso sistema,  o voto para ser validado precisa passar por 8 rotinas de segurança além de outras medidias  que prefiro não revelar. Em outras palavras, somente votos unicos com um IP são liberados para entrar no site do Prêmio Podcast. E porque o sistema continua recebendo os votos mesmo apagando os cookies? O sistema recebe os votos mas não quer dizer que estes votos estão sendo validados. Acreditem. O voto que aparece na pagina é voto único.  Não adianta votar no mesmo podcast pelo mesmo computador varias vezes. E também estamos criando um bom banco de dados com as informações que recebemos a cada voto repetido.

Que dizer dos podcasts que estão na frente ou de uma hora pra outra muda a porcentagem drasticamente?

Todos os podcasts tem um pico de votos em certos momentos como lançamento de um episódio falando do premio, uma divulgação em massa no twitter ou em outros lugares. É normal um podcast pela manha não ter nenhum voto e pela tarde após uma boa divulgação ter um salto grande em comparação aos demais.

Então até o final da votação teremos sim picos de votos em certos horarios ou dias. Lembrando que alguns podcasts estão parados na votação mas seus episódios são quinzenais ou mensais. É de esperar que estes podcasts tenham também o seu pico de votos ao lançar ou iniciar a sua campanha.

Agora todos podem estar perguntando: O Podcast Pessima Ideia burlou o sistema?  O sistema de votos não. O caso esta sendo analizado com calma para evitarmos injustiças como foi feita no ano passado.

No caso deles houve sim duas denuncias. Burlar os votos e compra de votos.

Com respeito a burlar os votos eu já posso adiantar que se eles estão na frente é porque receberam votos únicos suficiente para estar na frente. Receberam votos inválidos? Sim receberam como é normal de se esperar de todos por receberem  votos repetidos. Mas estamos cruzando as informações dos votos invalidos com os dados que temos em mãos para saber se houve tentativa de fraude por parte deles. Repetindo, a colocação deles no Prêmio é por votos unicos. Os votos invalidos não são contados.

Mas agora tem o outro problema. Eles receberam votos de uma comunidade do Orkut com 42 mil membros. Então não é estranho eles estarem nas primeiras colocações. Não ouve fraude ou burlação do sistema para estarem na frente. Mas ouve sim uma quebra do regulamento sobre a compra de votos e isto sim está sendo estudado e iremos tomar uma medida. A oferta de premios foi feito por um ouvinte e o podcaster talvez na ingenuidade acabou apoiando a idéia.

O que eu gostaria de enfatizar é que antes de acusarmos alguém de estar na frente devido  ser um podcast desconhecido ou com poucos ouvintes, devemos saber e tentar entender de onde estão vindo os votos. No caso do Pessima Ideia eles receberam votos de uma comunidade grande. Foram votos únicos? Foram. Há indícios de compra de votos? Sim, uma oferta de um ouvinte. Realmente é um caso delicado.

O interesse meu, do Maestro Billy e do José Daniel é a divulgação do podcast brasileiro. Fazemos de tudo para divulgar e deixar esta midia com alguma importancia nacional. Algumas coisas do regulamento deixamos passar justamente para nao atrapalhar a divulgação do podcast.

Por exemplo, pelo regulamento categorias com poucas participações seriam extintas mas porque ficou a categoria foto com 2 podcasts e videocast com 1?

Por que entendemos que a categoria Foto é uma categoria distinta e, sim, precisava ter um apoio. É diferente termos uma categoria de politica onde sabemos que existe dezenas de podcasts mas apenas um se interessa em participar do que ter uma categoria onde somente existe  2 podcasts no Brasil e eles estão participando. É uma maneira do Premio apoiar estes 2 participantes. Este é um modo onde deixar o regulamento de lado para ajudar a divulgar o podcast brasileiro. O mesmo se deu com o videocast. Comentei com o pessoal do Baúpirata que deixaria eles lá apenas para divulgação por não ter concorrente suficiente. Mas como teve uma inscrição que não acabou entrando devido algum erro do sistema, perguntei ao Jabour do videocast Baupirata o que ele acharia  de estar  adicionando o videocast na categoria e assim  abrir a votação com direito a trofeu. O Jabour concordou e deste modo haverá agora uma disputa na categoria videocast. Porque liberamos isto? Como falei, para divulgar o podcast brasileiro. Podia muito bem não liberar, e o baupirata mesmo recebendo votos não iria ter direito a trofeu por que estava apenas no modo divulgação.

O Prêmio Podcast não tem fins lucrativos e nem um compromisso com nenhum patrocinador. Iremos sempre conduzir o Prêmio de uma maneira transparente e digna para receber o apoio e respeito de todos.

Obrigado a todos pelo apoio

Qual é o atual cenário do Podcast Brasileiro?

September 4th, 2009

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Na última quinta-feira a podosfera ficou agitada com o anúncio das meninas do Monalisa de Pijamas sobre o fim do Monacast. Para muitos foi uma surpresa e eu mesmo sabendo com alguns meses de antecedência devido a Raquel (Mafalda) ter me contado sobre esta possibilidade, acreditava ainda na esperança que não fosse verdade. Infelizmente este dia chegou e deixou muitos ouvintes tristes. Não vou ficar aqui insistindo para as meninas voltarem, pois conforme elas mesmo disseram, muita coisa pesou e foi uma decisão formada a vários meses. É uma pena, é um excelente podcast e realmente fará falta no cenario brasileiro.

Mas não estou aqui para falar delas. Estou aqui para falar o podcast no cenário brasileiro. Sei que será um assunto delicado onde pessoas poderão se sentir ofendidas ou indignadas com algumas observações minhas. Sei também que as vésperas do lançamento do Prêmio Podcast 2009, este artigo não poderá ajudar na divulgação do prêmio. Então porque vou escrever? Porque sou chato  e Alguém Precisa Falar.

Em dezembro de 2008, num artigo intitulado “Quando o podcast brasileiro irá amadurecer?” comentei do perigo de em 2009 acontecer o mesmo que aconteceu em 2005 onde muitos pararam de gravar. No texto eu expliquei o porque e recebi na época muitas criticas não só pelo twitter como também na lista de discussão sobre podcast. Alguns podem pensar agora que estou aqui “rotando camarão” e jogando na cara o “Mas eu te disse” e como “certos” deram a entender hoje, estou alegre por ter profetizado este “podfade” em 2008 depois de ter comentado no twitter que eu escrevi um texto sobre exatamente o que está acontecendo.

Voltando ao cenário brasileiro, muitos hoje começaram a discutir o porque de podcasts acabarem. Muitas teorias como falta de feedback, falta de tempo, patrocínio entre outros foram citados. Até que um amigo meu pediu a minha opinião sobre o cenário atual. O que mudou desde que eu escrevi o texto em 2008. Olha vou ser bem sincero e é apenas a minha opinião o que não deve ser levado a sério a não ser que ajude as pessoas discutirem ou formarem uma opinião sobre este assunto. O Podcast brasileiro do jeito que anda não tem futuro. Eu sei que é uma afirmação forte e para alguns possa até ser errônea, mas ao analisar friamente sem amizades e sem interesses, chego a conclusão que do jeito que as coisas andam, será questão de tempo para esta mídia parar no tempo. Não quer dizer que o podcast irá acabar. Pelo contrário, alguns irão sobreviver e teremos sempre novos podcasts inspirados talvez nos que acabaram. Você pode pensar, o que este maluco tá falando que o podcast não tem futuro e logo em seguida falando que irão aparecer novos podcasts e tal?

Quando digo que o podcast não tem futuro do jeito que as coisas andam, eu quero dizer como uma comunidade. Como uma mídia unida em prol dos interesses de todos. Para tentar explicar o que eu quero dizer, terei de traçar ponto por ponto sobre o atual cenário do podcast brasileiro. Vou tentar aqui descrever alguns  motivos que ajudam acabar com o podcast.

Imprensa
Embora este ano alguns canais de comunicações, portais começaram a investir no podcast, não fizeram da forma certa. Existe um grande desrespeito da mídia jornalística em cima do podcast independente, que não seja corporativo. Dois exemplos para ajudar o meu raciocínio: Em 2008 durante o Prêmio Podcast, eu como organizador fui entrevistado pelo Estadão no caderno Link. Esta entrevista além de tomar o meu precioso tempo, gastou alguns impulsos de chamada internacional, por ter me oferecido ao “jornalista” para eu ligar na redação, afinal era meu interesse também em divulgar o Prêmio. No dia previsto para sair a matéria, tive a surpresa de minha entrevista ser resumida em apenas uma linha “Este ano terá o Premio Podcast”. Nunca vi na minha vida em todos os anos que trabalhei na area jornalistica, um tremendo desrespeito ao entrevistado e o pior, ao podcast brasileiro. Este mesmo jornal que procura informar as pessoas, coloca uma seção de podcasts em seu portal, sem feed. Em outras palavras, se não tem feed, não é podcast. A impressa sim  tem grande parcela de culpa do podcast brasileiro não ir para frente. Um por desinformação e outro por interesses.

Feedback
Outros culpam a falta de feedback. Pode até ter uma certa parcela de culpa mas não que necessariamente isto influa diretamente. Falta de feedback não quer dizer que o seu podcast é ruim ou não é ouvido. Um bom exemplo que eu gosto de usar é o podcast do Adam Carolla. Ele tem uma média de 500 mil downloads por semana. Está sempre no top do iTunes Store. A média de comentários no site dele de 100 ou 200 por episodio. (O site deu um crash e perdeu os comentários)  Não faria sentido ele parar de gravar um podcast que tem uma média de meio milhão de downloads por episódio só porque tem pouco feedback. Para ele o feedback principal é os ouvintes dele continuarem baixando os episódios. Isto deveria ser o pensamento dos podcasters no Brasil mas como sabemos não é. No Brasil falta de comentário é falta de interesse do ouvinte. Não levam em conta que nem sempre o ouvinte tem tempo disponível para comentar, pelo fato de muitos nem entrarem nos sites baixando diretamente os episódios pelos feeds.

Publicidade
Muitos falam que a falta de publicidade ajuda acabar com o podcast. Bom a realidade é que no Brasil o podcast não está preparado para receber publicidade. São vários fatores que contribuem esta falta de preparação. Primeiro o anunciante ou agencia não se interessa nos podcasts com baixa audiência e isto que estamos falando numa média de 10.000 downloads. Aí temos o público. Não foi a muito tempo atras que tivemos uma indignação de ouvintes por que seu podcast preferido estava com anuncios de acordo com o episódio. Nem quero entrar no mérito da questão se é correto ou não fazer isto. O que acontece é que o publico se acostumou sem a publicidade e agora muitos não entendem que para poder viver disso, sem correr o risco de parar de gravar, precisa sim patrocínios. Depois que o podcast para, vem a turma do “Vamos fazer campanha para eles voltarem”  e aí my friend é too late.

Desrespeito
É incrivel como os ouvintes e acreditem, não é somente no Brasil pois aqui também acontece,  desrespeitam  um podcaster quando grava um episódio de um assunto que não é do seu interesse. Não concordo com a cobrança do publico por uma coisa que recebe de graça. Meu pai sempre dizia antes de morrer, “se você está assistindo um programa na TV e não gosta, mude de canal. Não perca tempo da sua vida assistindo e criticando o programa. Seria burrice da sua parte”. Se ele não falou isto, tenho certeza que faltou oportunidade. Então, não gostou do episódio? Dá um stop de player e deleta o arquivo. Pare de reclamar por algo que os podcasters dedicaram parte do seu tempo em criar a pauta, gravar, editar, fazer show notes, deixando tudo certinho para você receber o episódio no itunes. Aproveite o tempo que você economiza ao não escutar o podcast de um assunto que você não gostou e procure novos podcasters. Abra o seu horizonte, e veja que o mundo não está conectado a um ou dois podcast apenas. Tem muita coisa boa por aí.

Falta de Apoio
Este ponto agora é delicado. Quando comecei com o podcast em 2005, o que motivava a gravar era o apoio dos podcasters pioneiros. Ficava contente quando o Gui Leite, Macari, Maestro Billy, Bia Kunze, Sergio Vieira, Marcelo Oliveira, Vito Andoline, Alexandre Sena, enfim todos os antigos citavam algum lance  do meu podcast ou de alguma frase que eu utilizava. Sabia que meu podcast não era bom o suficiente para cativar a audiência deles regulamente. Mas ficava animado com uma simples citação mesmo sabendo e tendo certeza que provavelmente eles não me ouviram. Eu via o interesse dos “Pioneiros” em divulgar esta mídia sem interesses proprios e sim pela possibilidade que estávamos tendo na época. Foi o motivo que me induziu a criar um portal para hospedar podcast e depois criar o Prêmio. Afinal eu assim como eles, estava e estou interessado na divulgação do podcast brasileiro e queria incentivar os novos.
Hoje infelizmente isto já não acontece. Os podcasters hoje que são o destaque no cenário nacional não dão apoio na divulgação da mídia. E antes de levar pedradas deixe me explicar. Concordo por exemplo que o pessoal do Nerdcast e do Rapaduracast não tem tempo para ouvir outros podcasts, devido terem que cuidar dos sites, das pautas, das edições e etc. Por este motivo que realmente pode ser válido, eles acabam não se envolvendo na podosfera e não incentivam esta mídia maravilhosa que é o podcast. Eles não tomam a iniciativa de fazer algo em prol do podcast assim como os pioneiros faziam. As vezes até entendo o motivo, mas infelizmente o que dá a entender é que eles estão mais interessados nos seus podcasts do que o podcast brasileiro. E não os culpos pois afinal eles conseguiram ganhar $$ com o podcast e precisam se dedicar a ele. Muitos e até mesmo eles podem achar um absurdo o que estou falando mas o fato é que se eles começarem a dar apoio, a incentivarem a ouvir outros podcasts e até mesmo começar a citar, tenho certeza que muitos assim como eu em 2005 terá o animo em gravar e muitos farão o mesmo em incentivar e citar outros. Pois se os “Grandões” derem exemplo, os “Menores” irão seguir. As vezes uma simples citação será o suficiente para animar o ego dos “suplicantes”. O que eu cobro também deles é uma participação mais ativa tanto nas listas como no twitter para discutir como podemos divulgar mais e mais o podcast brasileiro. E todos realmente notam a falta do apoio deles e espero que eles possam entender a minha puxada de orelha neles pois afinal, eu os admiro e tenho um grande respeito.

Desunião
Este pra mim é o principal motivo do podcast brasileiro não ir para frente. A podosfera não é unida e existe sim muita inimizade. Mas como esta desunião prejudica o podcast brasileiro? Vamos começar com a ABPOD. A associação foi criada com o objetivo de unir a comunidade, trabalhar pelos interesses do podcast brasileiro. Hoje é claro que todos gostam do presidente Maestro Billy e uma parte dos podcasters não vão com a cara do vice-presidente que é o Ricardo Macari. Eu realmente até entendo os motivos ou as “picuinhas” envolvendo as duas partes. Tanto eu como o proprio maestro Billy já tentamos de várias formas interceder nos bastidores para tentar melhorar a situação mas foi em vão. Com isto projetos interessantes que podiam ser feitos na associação, ficam parados devido estas diferenças. Devido esta desunião, uma lista de discussão acabou sendo dividida.
E nesta nova lista de discussão onde estudávamos a possibilidade de fazer uma cobertura na Campus Party 2010, foi citado abertamente que o pessoal não queria dar o apoio a ABPOD na Campus Party, devido ninguém gostar do vice-presidente. Acabou deixando claro que alguns não estão interessados na divulgaçao do podcast brasileiro e sim nos seus proprios interesses tanto é que a discussão sobre este tópico morreu. Eu sei, são palavras pesadas o que estou falando mas não são novas. Pelos comentários na lista de discussão, todos podem chegar a mesma conclusão. 

Podcast tem Futuro?
Não! Enquanto tivermos estes problemas que citei a cima, não vejo um futuro promissor. As vezes acho que teríamos de começar novamente do zero. Sem “picuinhas”  sem interesses próprios, sem egos, sem sei lá o que. Mas é tarde. O podcast vai continuar, alguns irão sobreviver, outros não. Mas chegará um momento onde o podcast será produtos de portais e o “pequeno independente”, irá morrer aos poucos ao ficar cansado de nadar contra a correnteza e contra todos os problemas citados neste texto.

E o Prêmio Podcast?
Este será já um assunto para outro post.

E o Barraco de hoje?
Bom se é para o bem do podcast brasileiro, eu peço desculpa por ter iniciado e não ter colocado o @ antes do nome do Eduardo Moreira. Muitos podem achar que eu persigo ele, mas não é dada disso. Mesmo tendo estas diferenças eu admiro o esforço dele e acreditem eu continuo ouvindo os podcasts dele.  Eu como amante de podcast eu escuto boa parte dos podcasts brasileiros, justamente para saber e poder dar as minhas opiniões sobre o cenário nacional. O motivo de pedir desculpas é que preciso também dar o exemplo. Se falei que existe uma desunião, tenho que ser o primeiro em corrigir isto para que outros também possam corrigir. Soou demagogia né? Se vocês me conhecem realmente sabem que não é.

Abraços e VQV

Existe ética no podcast brasileiro?

July 2nd, 2009

A princípio esta pergunta parece muito pesada ou até ofensiva quando lemos apenas a “headline” e não paramos para analisar a realidade. A maioria quem sabe pode pensar que Podcast é uma mídia livre, não regularizada, sem normas ou regras para serem seguidas.
Por isso mesmo que precisamos de uma ética para não dependermos de leis ou regulamentos e usarmos o nosso bom senso. Eu resolvi escrever sobre isto porque eu parei para analisar. O que me motivou foi justamente um “barraco” que tivemos hoje na “podosfera” através do twitter.
A @amandawy do podcast Decodificando lançou algumas críticas ao podcaster e blogueiro @oeduardomoreira do TargetHD sobre usar informações tiradas de outros sites em seu podcast e não citar as fontes.
Cada um pode interpretar por si mesmo o diálogo dos dois e de alguns simpatizantes olhando no historico de cada twitter. Mas o meu objetivo aqui não é achar um culpado ou um inocente e sim fazer você pensar na minha pergunta inicial.

Desde que eu comecei a ouvir e trabalhar com podcast em 2005, a preocupação de todos na época e que se estende até hoje é se podemos tocar músicas comerciais nos podcasts. Houve até na época, um movimento dos “podsafes” - podcasters que usavam músicas com Creative Commons - no qual marginalizavam alguns que tocavam músicas comerciais. Felizmente depois de muita luta da ABPod - Associação Brasileira dos Podcasters - conseguimos em 2008 um acordo inédito com o ECAD - Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais - onde qualquer associado pagando uma taxa de 1 UDA ($44,00) poderia usar músicas com direitos autorais nos episódios. Alguns se cadastraram e continuam pagando a mensalidade ao ECAD até hoje.
Será que somente estes podcasts que pagam o ECAD tem ética no podcast?  Não!

Eu posso falar sem medo que muitos ou se não a grande maioria dos podcasters brasileiros não tem alguma forma de ética. A ética ajuda você discernir se o que você está fazendo é “ilegal” ou não. A ética embora não seja uma lei em si ajuda as pessoas a fazerem o correto.
Muitos acham que o correto e o ético é pagar o ECAD. Outros acham que o correto e o ético é não tocar músicas comerciais. E tem os que não estão nem aí e que se dane o Nelson Ned.

Mas que dizer dos textos ou informações usadas e “chupadas” para criar os roteiros dos podcasts?

Poucos podcasts que conheço criam seus proprios conteúdos. Muitos dependem de informações que estão disponíveis em portais, blogs ou até mesmo a Wikipedia.

Como funcionaria a ética neste caso?
Bom primeiramente sabemos que não podemos ficar dando copy & paste a “merce” de tudo o que vemos pela frente. Hoje as regras e leis sobre direitos autorais já estão em rigor na internet. Por lei em muitos blogs, sites ou portais não podemos usar o conteúdo, modificar e até mesmo traduzir sem a devida autorização do autor. Alguns sites podemos re-usar o conteúdo se estiver disponível em Creative Commons como no caso da Wikipedia mas mesmo assim devemos seguir as regras definidas pelo site que é citar a fonte, colocar a URL do artigo usado dentre outras regras. O não cumprimento de algumas delas, invalida a sua autorização de re-uso. Bom estas são as regras e leis sobre usar conteúdo de outros sites.

O que dizer da ética?
A boa ética seria usar conteúdo somente em Creative Commons e citar a fonte não somente no show notes do episódio como também no audio - pois muitos usam o feed para fazer o download.
Como sabemos que para muitos é impossível fazer podcast somente com Creative Commons devido depender de notícias, biografias ou matérias. Neste caso teríam de usar uma “ética” fio do bigode uni-lateral por assim dizer. Em outras palavras, “eu sei que não posso usar o teu conteúdo, prometo citar todas as fontes tanto na minha página como no meu audio e o dia você pedir para eu parar de usar, eu paro.”
Lógico que nenhum site ou portal faria este acordo com você de graça. Este acordo seria somente da sua parte. Mesmo as leis não permitindo isto, o ético sería no mínimo você citar todas as fontes - inclusive o da Wikipedia - no site e no audio. Para alguns seria revelar sua fonte ou sua galinha de ouro, para outros seria mostrar que sem estas informações “chupadas” seu podcast não seria nada.
Com o crescimento do podcast brasileiro, estamos vendo que para fazer um podcast, além do seu computador e microfone e tempo, você precisa incluir a ética na lista.
Agora você ouvinte ou podcaster, depois de analisar friamente todos os podcasts que você escuta ou grava, consegue responder a minha pergunta inicial sem “pestanejar”?

Eddie Silva News Talk Show #43 - Live

April 27th, 2009

Rafael PortilloNo episódio de hoje foi um bate papo sem roteiro ou script com o Rafael Portillo do site TeiaCast numa gravação Live e com a participação dos ouvintes via chat.

Vale a pena assisitr ou ouvir.

Acesse também o Canal de Videos   para assistir outros episódios

Links relacionados:

www.teiacast.com.br   -  Blog sobre Podcasts   
www.raopo.com.br - Blog Pessoal
www.limiar.raopo.com.br - Blog Sobre Mensagens Subliminares
www.lutadores.raopo.com.br - Blog Sobre Enredos de Games

Se gostou do episódio por favor deixe o seu comentário e diga também do que está achando do novo canal no Mogulus sobre a qualidade de audio e video.  O que poderia ser feito o que poderia ser melhorado. E antes que me esqueça, obrigado pelo seu apoio.  VQV my babie!

Eddie Silva News Talk Show #42

April 20th, 2009

 

Francisco Sampa

No episódio de hoje foi um bate papo sem roteiro ou script que tive com um amigo meu ao visitar New Jersey na semana passada. É o Francisco Sampa, produtor de eventos, jornalista, apresentador dentre outras habilidades.  Ele conta um pouco da sua historia nos EUA, da viajem que fez de carro de New Jersey até o Brasil e da atual crise Americana.

Vale a pena assisitr ou ouvir.

Acesse o Eddie Silva TV para assistir

Links relacionados: Canal Brasil News Network

Se gostou do episódio por favor deixe o seu comentário e diga também do que está achando do canal Alguém Precisa Falar no Ustream. O que poderia ser feito o que poderia ser melhorado. E antes que me esqueça, obrigado pelo seu apoio.  VQV my babie!

Alguém Precisa Falar #41

April 13th, 2009

Gustavo VanassiNesta semana eu bato um papo com o Gustavo Vanassi direetooo de Caxias do Sul (RG) e do podcast Depois das 11.
Você tem a opção de assistir, ouvir podcast em qualidade normal ou em qualidade (conexão discada). Visite o site só de videos do Seu Silva.

Gustavo Vanassi - Podcast  Depoisdas11.com

Twitter: @vanassi

RSS do Podcast

 Outros Formatos: FLV  MP4

Se 10 mil pessoas te seguem no Twitter, você está sendo enganado por 10 mil pessoas

March 31st, 2009

Este foi o título que me veio a cabeça logo em seguida após ler o texto do @crisdias com o título original “Se você segue 10 mil pessoas no Twitter você está enganando 10 mil pessoas”   Foi interessante de ver o ponto de vista dele assim como o da maioria dos que comentaram. No curto e grosso se você segue mais de 1.000 pessoas no twitter, você talvez não seja relevante, ou como o proprio titulo diz, você está enganando eles.
Eu sinceramente penso de uma forma diferente e já te antemão, não quero forçar a minha opinião ou querer mostrar o certo e o errado. (Leia o Disclaimer deste blog). 
Primeiramente eu não vejo e não uso o twitter como uma rede social. Acredito que o ser humano precisa interagir pessoalmente com as pessoas, conhecendo elas como se diz no “cara a cara” e não se refugiar numa sala, quarto escuro e criar uma rede de amigos de um dia para o outro e ficar dependente desta rede, sem nunca ter ao menos conhecido seus “novos amigos”.  Não quer dizer que com o dia a dia, com conversas via msn, skype ou outra forma de comunicação, você não venha criar uma amizade. Neste caso mesmo não conhecendo a pessoa pessoalmente, da forma que você se comunica ou interage, irá sim abrir novas amizades como a de muitos dos amigos que eu tenho através da podosfera.
O que eu quero dizer é que eu não uso o twitter para criar novas amizades. Eu uso o twitter como uma ferramenta de informações. Lembre-se, esta é a minha visão e a forma que eu uso. Não é uma regra ou que é errado a forma que outros usam. Simplesmente eu procurei usar o twitter de uma forma diferente e pelo visto ao contrário do que todos usam.

Vou citar 2 exemplos para vocês tentarem entender como eu utilizo o Twitter. Primeiramente o @eddienews que pelo nome já dá para ter uma idéia da minha utilização, até este momento estou seguindo 539 pessoas e tem 547 me seguindo. Isto não quer dizer que eu fico na frente do computador 24 horas monitorando o que as 539 pessoas estão fazendo. Do mesmo modo as 547 que me seguem não ficam controlando a minha vida.  Ao conectar no twitter via mobile eu leio as twittadas daquele momento que eu conectei. Se tem alguma polemica ou algum assunto do dia, possivelmente consigo ver na primeira página. Se quero saber se alguém mencionou meu user ou deu um replay para mim, basta ir no menu do twitter e ver se tem algum recado ou mensagem. A não ser que eu esteja de “varde” e isto ultimamente é dífícil, eu posso ficar acompanhando alguns posts. Em outra palavras, da forma que eu uso, tanto faz seguir 539 pessoas ou  10.000 
Quando o @crisdias  citou que se você seguir 10.000 pessoas você está enganando 10.000 pessoas, ele esqueceu de citar que se eu sigo 200 pessoas e tem 10.000 me seguindo, eu estou sendo enganado por 10.000 pessoas e isto é fácil explicar. Muita gente seguem certas pessoas por status. É “cool” ou você está “in” seguindo tal pessoa porque ela tem muitos seguidores e assim por diante. Elas acabam seguindo mas no fundo nem dão confiança para o que eles falam. Posso citar o site migre.me que mostra as estatíticas dos links recomendados. No meu caso quando eu cito algum link no twitter pelo migre.me tem uma media de 40-60 cliques. Quer dizer que somente 60 pessoas das 547 que me seguem achou o link relevante? Pode ser que sim, pode ser que somente os 60 viram o meu post, pode ser menas pessoas que me seguem viram mas por outros retuitaram e seus seguidores clicaram, ajudou a divulgar o meu link indicado. Enfim varios motivos aparecem mas nenhum explica porque os 547 não clicaram, afinal estão me “seguindo”  Estaria eu sendo enganado pois na realidade elas não me seguem de verdade? 

O @marcelotas que tem 24.000 seguidores, seus links no migre.me ficam na media de  1.000-2000 cliques sem contar com os retwittes que ajudam a divulgar mais. O que dizer dos 22.000 usuários restantes que não clicaram no link. Não viram? Não acharam relevante? Ou nem deram confiança? Qual seja a resposta, uma coisa é certa, indiretamente o @marcelotas está sendo enganado pelos seguidores que dizem que seguem mas pelos números não. 
No meu caso, eu não engano meus seguidores e  sigo quem me seguem não por educação, etiqueta ou amor no coração. Sigo porque gosto de ver informações e opiniões diferentes das pessoas que eu conheço. É uma opção minha e consigo administrar sem ficar preso ao computador 24 horas. Em muitos casos não me interessa se ela ssiste BBB ou tá baixando o Lost. Eu sei que em algum momento quando eu entrar no twitter pode ser que ela esteja falando algo relevante e isto venha me interessar.  Também não estou sendo enganado por eles pois sei que por algum motivo que não vou questionar eles estão me seguindo. Simplesmente em ambas as partes, somos fontes de informações sem compromisso de amizade ou um relacionamento social. 

Mas num ponto eu concordo @crisdias, realmente você seguir 10.000 pessoas e afirmar que acompanha elas, isto sim seria uma enganação. O Segundo exemplo prático que queria citar é o @vqv. A ideia inicial era separar as twittadas interessante e divulgar através de um video dando o crédito da fonte. Foi assim nos 7 episódios que foram ao ar. Para isto deixei um computador ligado 24 horas só baixando as twittadas via feed a cada minuto dos 1500 followers. Dava uma media de 6.000-8.000 posts por dia. Isto somente 1.500 followers. Se fosse 10.000 seria algo como 54.000 posts por dia. Imagina o @marcelotas lendo 128.000 posts por dia se ele resolvesse seguir todos?

Qual é a conclusão dos assuntos? Dependendo da forma que você utiliza o twitter, não vejo nenhum problema você seguir 100 ou 10.000. O que não podemos é impor regras ou etiquetas só para diferenciar o status das pessoas. Achar que quanto mais seguidores tem e quanto menos seguem é sinal de relevancia ou status, isto pra mim é burrice. E como o @crisdias  twittou após, tem alguns “celebrities”  que usam fake user só para acompanhar e ficar por dentro de tudo que acontece na twistefera e não ficarem desinformados.  Quem sabe esta seja uma boa solução para você ficar “in” e não ser discriminado pela “suposta”  etiqueta da twittesfera. Agora talvez alguns entendem porque eu adicionei o user @eddiesilva e não estou usando ainda? Vai ver que quando eu chegar a 10.000 followers eu venha a mudar o meu ponto de vista e tenha que iniciar um user premiun só para os achegados.

Em tempo, não gosto de postar em cima de posts de outros procurando visitantes paraquedistas, mas como meu blog não tem publicidadde e não vivo de pageviews, resolvi escrever aqui por que não seria elegante eu postar todas estas palavras no comentário do blog do @crisdias, espero que ele me entenda e o principal, não me de um unfollow. :) VQV my babie